CELEBRAÇÕES

Dia de São Brás destaca devoção ao protetor da garganta

Igreja reúne devotos para celebrar São Brás e sua intercessão

A história do santo que foi médico, bispo e se tornou o protetor da Garganta. Conheça e santidade de São Brás, que reúne muitos devotos em uma tradicional paróquia em São Paulo.

Reportagem de Aline Imercio e Vailton Justino

 

Brás nasceu em Sebaste, na Armênia, no século terceiro. Homem de fé e grande sensibilidade, com sofrimento alheio, atuou primeiro como médico, atendendo os doentes com dedicação. 

“Dizem que no seu consultório, além da cura física, das obviamente das enfermidades corporais, ele também se preocupava muito com a questão espiritual das pessoas e o bem-estar das pessoas”, comentou o pároco da Igreja Bom Jesus do Brás, padre Alessandro Enrico de Borbón.

No início do século IV, com a morte do bispo da cidade, Braz foi ordenado sacerdote e pouco depois escolhido bispo de Sebaste. Mesmo à frente da igreja local, continuou exercendo a medicina. “Nesse mesmo período, estamos na grande perseguição de Diocleciano, mas Licínio, que era o imperador do Oriente, ele continuou ainda a perseguir os cristãos”, contou ele.

Para escapar das perseguições, Bras se refugiou em uma gruta nas montanhas, mas foi encontrado, preso e condenado por não renunciar à fé. 

No caminho para a prisão, segundo a tradição, realizou um milagre que marcaria sua história. “Tem uma mãe desesperada, com seu filho no colo, que comendo peixe fica engasgado com um espinho de peixe. Já estava a ponto de falecer. E o bispo abençoa este garoto e na hora ele é curado. Daí que vem a tradição, que ele seja o grande protetor das enfermidades da garganta”, relembrou o padre. 

Aqui na paróquia de Bom Jesus do Brás, que fica no bairro do Brás, em São Paulo, além da devoção a este título, também é frequentada por muitos devotos de São Brás. Este dia 3 de fevereiro foi marcado pela festa e tradicional bênção das gargantas. 

A história da paróquia começou em 1769, como uma pequena ermida construída por um português, João Braz, que acabou dando o nome ao bairro. “Dom João VI, rei de Portugal, por decreto, ele eleva essa igreja à freguesia do Brás. A devoção principal é Bom Jesus do Brás, mas o copadroeiro é São Brás”, completou o pároco.

Entre os devotos está Maria de Lourdes. Há 58 anos, ela se casou nesta igreja e mantém a tradição de voltar sempre para agradecer. “Eu casei aqui, eu sou difícil de chorar, mas quando eu entrar aqui eu choro. Já trouxe minha neta há muitos anos atrás, também sofria muito da garganta. Hoje ela está bem, não tem mais nada”, testemunhou a dona de casa, Maria de Lourdes Sanches.

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