Acompanhe as orientações dos bombeiros para evitar afogamentos

Bombeiros reforçam cuidados e alertam banhistas sobre riscos no mar

Reportagem de Flavio Rogério e Antonio Matos

Os principais cuidados nas praias neste período de férias de verão são tema de uma série de reportagens que a gente começa a exibir nesta quarta-feira. Nessa época do ano os casos de afogamento costumam aumentar. E esse é o assunto da primeira reportagem especial.

Em Santos, no litoral sul paulista, há 7 km de extensão de areia. Lígia é de Jundiaí, no interior de São Paulo, e aproveitou as férias para viajar com o filho João. “Ele sabe nadar, mas mesmo assim a gente não descuida. Eu estou sempre junto no mar, ele tá sempre com a pranchinha que ela já boia. O mar está calmo, então a gente acha que não tem perigo, mas a gente não se descuida. A gente está sempre perto”, disse a mãe, Lígia Piovesan. 

A preocupação é importante. De acordo com o levantamento divulgado do ano passado pelo Ministério da Saúde, entre 2010 e 2023, mais de 70.000 pessoas perderam a vida por afogamentos. Cerca de 18.000 casos envolveram crianças ou adolescentes. 

Todos os dias o grupamento de bombeiros marítimo trabalha para que as pessoas que estão na praia se divirtam e voltem para casa em segurança. Só no litoral paulista, toda semana, centenas de pessoas são salvas de afogamentos por esses profissionais. 

“Porque as crianças são as mais desprotegidas ali no mar, elas não têm assim uma uma desenvoltura tão boa natatória. Então, que as crianças fiquem na distância o mais curta, o mais breve possível dos seus pais. Então, geralmente na distância de um braço para que se uma onda acabe sobrepor essa criança, o pai consiga pegá-la”, alertou do Grupamento de Bombeiros Marítimo(SP), 1º tenente da PM, Kleber Duarte.

Para o tenente Duarte, adultos também precisam ter cuidado, não entrar no mar após ingerir bebidas alcoólicas. E caso se depare com um afogamento, ao invés de tentar intervir, procure imediatamente um guarda-vidas. 

Além disso, é importante respeitar as placas de sinalização. “A gente coloca uma placa de sinalização com escrito perigo, é porque naquele local há um perigo, uma corrente de retorno, uma bancada mais rasa da de areia ou até mesmo pedras no local. Então o guarda-vidas ele sinaliza esses pontos de perigo. A primeira coisa é que a pessoa quando ela chega na praia, geralmente o turista, que ele não conhece a praia, ele procura um guarda-vidas para poder se orientar”, reforçou ele. 

Dicas importantes para garantir um dia de descanso e diversão, como disse Cibele, que mora em Atibaia, interior de São Paulo. Ela aproveitou as férias para visitar o litoral paulista com a filha de 5 anos e segue as orientações de segurança. “Eu procuro sempre acompanhar ela as medidas protetivas, e colocar às vezes boia e sempre tá de olho, não deixar ir sozinha na água”, concluiu a professora, Cibele Lopes.

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