Angelus

Papa pede aos fiéis: buscar menos as aparências e mais a Deus

Na oração do Angelus, Pontífice exortou os fiéis a não se deixarem seduzir pelo sucesso e pela fama, mas a viverem a partir do amor de Deus

Da Redação, com Vatican News

Papa vestido de branco acena para os fiéis a partir da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, falando ao microfone atrás de um púlpito, com a bandeira do Vaticano pendurada na sacada.

Papa saúda os fiéis durante oração mariana do Angelus /Foto: Vatican Media / Hans Lucas via Reuters

“A nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus”. Foi o que afirmou o Papa Leão XIV na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus deste domingo, 18.

Aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, neste II Domingo do Tempo Comum, o Santo Padre recordou o Evangelho do dia, no qual João Batista, ao reconhecer em Jesus o Cordeiro de Deus e o Messias, declara: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”, acrescentando: “Foi para Ele se manifestar a Israel que eu vim batizar com água”.

João reconheceu em Jesus o Salvador, observou Leão XIV, e proclamou a sua divindade e missão em favor do povo de Israel. Em seguida, após cumprir a sua tarefa, afastou-se, como atestam suas próprias palavras: “Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim”.

O Papa enfatizou que João Batista era um homem muito amado pelas multidões, a ponto de ser temido pelas autoridades de Jerusalém. Segundo o Pontífice, teria sido fácil explorar essa fama, mas ele não cedeu, de forma alguma, à tentação do sucesso e da popularidade.

Amor de Deus

Diante de Jesus, João Batista reconheceu a própria pequenez e abriu espaço para a grandeza de Deus, pontuou o Santo Padre. “Sabe que foi enviado para preparar o caminho do Senhor e, quando o Senhor vem, reconhece com alegria e humildade a sua presença, retirando-se de cena.”

Leão XIV observou que, muitas vezes, é dada uma importância excessiva à aprovação, ao consenso e à visibilidade, a ponto de condicionar ideias, comportamentos e estados de espírito, causando sofrimento e divisões, além de criar estilos de vida e de relacionamento efêmeros, decepcionantes e aprisionadores.

Homens e mulheres não precisam desses “substitutos de felicidade”, prosseguiu o Papa. “A nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus”, afirmou.

“É o amor de que Jesus nos fala: o amor de um Deus que ainda hoje vem estar no meio de nós, não para nos surpreender com efeitos especiais, mas para partilhar o nosso cansaço e assumir os nossos fardos, revelando-nos quem realmente somos e quanto valemos aos seus olhos.”

Não buscar apenas as aparências

O Papa concluiu pedindo aos fiéis que não permitam que Jesus, ao passar, os encontre distraídos. “Não desperdicemos tempo e energia buscando o que é apenas aparência. Aprendamos com João Batista a manter o espírito vigilante, amando as coisas simples e as palavras sinceras, vivendo com sobriedade e profundidade de mente e coração, contentando-nos com o necessário e encontrando, de preferência todos os dias, um momento especial para nos determos em silêncio a rezar, refletir, escutar, enfim, ‘fazer deserto’, para encontrar o Senhor e estar com Ele”, exortou.

Por fim, pediu que a Virgem Maria, modelo de simplicidade, sabedoria e humildade, ajude a todos na busca pelo essencial.

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