Conflito

Violência no Sudão faz novas vítimas civis e aprofunda crise humanitária

Novos massacres ocorreram em Darfur do Norte, no contexto do conflito sangrento entre as Forças de Apoio Rápido e as forças governamentais

Da Redação, com Vatican News

Pessoas, entre adultos e crianças, em um campo de refugiados no Sudão, reunidas entre tendas e recipientes de água em meio a um cenário árido e poeirento.

Cerca de 22 mil sudaneses lutam para sobreviver no campo de refugiados de Al-Affad, em Al-Dabbah, diante da falta de suprimentos básicos /Foto: Muhammed Emin Canik / Anadolu

O confronto entre as Forças de Apoio Rápido e o Exército sudanês mantém elevada a tensão no Sudão. Nas últimas horas, a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou a morte de ao menos 19 civis na região de Jarjir, no norte de Darfur. Três dias antes, outros 27 civis morreram em ataques com drones realizados por rebeldes em Sinja, capital do estado de Sennar, que atingiram uma hospedaria governamental e o quartel-general militar.

A dinâmica do conflito

O conflito também envolve atores externos. Segundo a imprensa local, no dia 9 de janeiro o Egito interceptou e atacou um comboio de suprimentos destinado aos rebeldes na fronteira entre Sudão, Líbia e Egito — área conhecida por ser rota de tráfico de pessoas, armas, drogas e combustível. Diante do agravamento da situação, a Liga Árabe enviou uma mensagem à ONU pedindo a preservação da soberania, da integridade territorial do Sudão e de suas instituições.

Crise humanitária

A intensificação da violência levou o país a enfrentar uma das mais graves crises humanitárias do mundo. A ONU estima que cerca de 8 mil pessoas tenham sido deslocadas apenas nos últimos dias. Além disso, a emergência nutricional se agravou, atingindo níveis alarmantes: em algumas regiões, até 53% da população sofre com insegurança alimentar aguda.

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