Igreja mobilizada para a JMJ

O próximo Dia Mundial da Juventude, para o qual toda a Igreja está mobilizada, pode ajudar os fiéis a redescobrirem o sentido da adoração, que muitos, erroneamente, consideram um “comportamento de outros tempos” sem sentido para o homem contemporâneo.

Essa é a síntese do pensamento expresso pelo Papa esta manhã, em seu encontro com os fiéis, no pátio da residência pontifícia de verão de Castel Gandolfo, para a oração mariana do Angelus. “Milhares de jovens _ disse Bento XVI _ estão partindo ou já partiram para Colônia, para participar do XX JMJ, que terá como tema “Viemos para adorá-lo”.”

“Pode-se dizer _ acrescentou o Pontífice _ que toda a Igreja está mobilizada espiritualmente para viver este evento extraordinário, tendo como modelos os reis magos, ajoelhados em adoração diante de Cristo.” “Mas o que significa “adorar”?” _ perguntou o Papa.

“Significa talvez um comportamento de outros tempos, sem sentido para o homem de hoje? Não. Uma bela e conhecida oração, que muitas pessoas rezam de manhã e de noite, começa justamente com estas palavras: “Te adoro, meu Deus, te amo de todo o coração…”

A adoração, explicou o Santo Padre, é “o reconhecimento” por parte do fiel “da presença de Deus” Criador e Senhor do universo. “É um reconhecimento _ acrescentou _ repleto de gratidão, que vem do fundo do coração e envolve todo o ser, porque somente adorando e amando Deus sobre todas as coisas, o homem pode realizar-se plenamente”.

“Os discípulos Pedro, Thiago e João viveram uma experiência análoga _ disse o Papa _ que celebramos ontem, na festa da Transfiguração do Senhor, quando Jesus, no Monte Tabor, lhes revelou a sua glória divina, preanunciando a definitiva vitória sobre a morte.

Em seguida, com a Páscoa, Cristo crucificado e ressuscitado manifestou plenamente sua divindade, oferecendo a todos os homens, o dom de seu amor redentor. Os santos acolheram esse dom e tornaram-se verdadeiros adoradores do Deus vivo, amando-o sem reservas e em todos os momentos de suas vidas. Com o próximo encontro de Colônia, a Igreja quer recordar aos jovens do terceiro milênio essa santidade, ápice do amor” _ concluiu Bento XVI.

Sorridente e descontraído, o Papa foi saudado longamente pelos fiéis presentes no pátio da residência apostólica de verão de Castel Gandolfo. Antes de se despedir, o Pontífice desejou, reiteradas vezes “bom domingo e boa semana!” a todos e agradeceu aos presentes pelo afeto demonstrado. O XX jMJ realizar-se-á em Colônia, a partir de 16 de agosto, e o Papa estará presente de 18 a 21, para seu encerramento.

Será a primeira viagem internacional de Bento XVI, que a considera muito importante, tanto é que desde os primeiros dias de seu pontificado, anunciou sua participação no evento. Nos meses sucessivos, não perdeu ocasião de convidar os jovens a participarem e a se prepararem espiritualmente para o encontro.

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