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Missionário do Segundo Elo fala do carisma Canção Nova na sociedade

Comemoração dos 40 anos da Canção Nova é oportunidade de maior conhecimento do Segundo Elo da comunidade

Julia Beck
Da redação

Membros do Núcleo e do Segundo Elo após missa de renovação do compromisso em fevereiro deste ano, 2018/ Foto: Wesley Almeida – Canção Nova

“Nós somos comunidade, temos o mesmo carisma”. A frase é do missionário Júlio Cézar Santana de Menezes sobre  importância do Segundo Elo para a comunidade Canção Nova, que em 2018 celebra seus 40 anos. Membro há 18 anos da comunidade, Júlio explica que o Segundo Elo surgiu da percepção do fundador da comunidade, Monsenhor Jonas Abib, acerca do despertar do carisma Canção Nova em pessoas que não se sentiam chamadas a viver dentro do Núcleo da comunidade.

Julio e Angela, casal membro do Segundo Elo da comunidade Canção Nova/ Foto: Arquivo pessoal – Julio de Menezes

“Antigamente, éramos chamados de comunidade ‘Aliança’, porque não tínhamos ainda uma definição do que seria o Segundo Elo, até dentro do coração do Monsenhor ele ainda não tinha uma definição do que era isso. Ele sabia que a comunidade Canção Nova ia além do Núcleo”, esclareceu o missionário que integra, junto com sua esposa Angela Menezes, o núcleo de formadores. 

De acordo com Júlio, o conceito de Segundo Elo foi redefinido por parte do Monsenhor Jonas, pouco antes do reconhecimento pontifício da Canção Nova, e é tido como parte da comunidade que, em oração, apoio e ajudas financeiras sustenta o Núcleo. “O carisma, a essência e o chamado são os mesmos, o que muda é a realidade de vida. Nós como Segundo Elo estamos inseridos na Comunidade e levando para a sociedade aquilo que nós colhemos aqui do núcleo, toda a essência de vida”.

O trabalho do Segundo Elo é definido pelo missionário como disseminação da evangelização e do carisma Canção Nova em locais onde o Núcleo não consegue ir. Segundo Júlio, os membros do Segundo Elo vivem na sociedade da forma como o Núcleo vive, com a mesma essência do carisma, e sempre mostrando, nos vários ambientes onde estão inseridos, que é possível buscar a santidade em sociedade, ser de Deus e ser família cristã.

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Testemunho

Natural de Aracaju, Júlio recebeu o chamado de Deus ainda jovem, em meio a uma fase conturbada de uso de drogas, descontrole na ingestão de bebidas alcoólicas e de desilusão amorosa. Segundo o missionário, foi com a ajuda de um sacerdote que conseguiu discernir que seu lugar era em uma comunidade católica.

Após um caminho de conhecimento mais profundo da Canção Nova, Júlio realizou o vocacional para a comunidade e, após 3 anos, passou a integrar o Núcleo da comunidade. Posteriormente, em contato mais profundo com as atividades do Segundo Elo, o missionário sentiu encontrar de fato seu chamado, tornando-se, mais tarde, o primeiro missionário do Núcleo a solicitar a mudança para o Segundo Elo.

Assim como Júlio, o casal Izael Marcelo de Godoy e Camila César de Godoy afirmam ter encontrado no Segundo Elo um chamado para ser Canção Nova no mundo. “Nós damos nossa vida de uma forma integral, (…) tudo o que nos é colocado nós vivemos. Estamos inseridos no mundo para fazer a diferença”, afirma Camila. Missionários há 6 anos, o casal conta que já conhecia a Canção Nova, mas foi por meio do contato com missionários e com o fundador que a vocação foi despertada.

Camila, Izael e família juntos ao Monsenhor Jonas Abib, fundador da comunidade Canção Nova/ Foto: Arquivo Pessoal – Camila César

“Ele [Monsenhor Jonas] disse que identificava em nós traços do carisma Canção Nova, e se sentíssemos o desejo de fazer parte e conhecer a comunidade, que iniciássemos o caminho de discernimento vocacional. E no mesmo ano nós começamos. Quando o Monsenhor disse isso, despertou em nós este desejo, que até então não existia”, relata a missionária. Segundo Izael, a decisão de integrar o Segundo Elo veio acompanhada de muitas mudanças. “Tudo mudou”, recordou.

Izael conta que, por meio do caminho vocacional, o casal discerniu que precisava mudar de Monte Verde (MG), mas que não imaginavam que Deus os conduziria para Cachoeira Paulista, cidade do interior de São Paulo onde está localizada a sede da Canção Nova. Além da mudança física, o missionário conta que a vida de oração, o convívio familiar e os princípios foram mudados segundo os ideais da providência divina e da vida missionária muito pregados pela comunidade. “Deus faz as coisas sem a gente entender na hora, mas depois nós entendemos que Ele sabe de tudo”, completou.

Sobre a vocação missionária no Segundo Elo da Canção Nova, o casal aconselha os que se sentem chamados a fazer parte do carisma. “Para quem tem dúvida, coloque nas mãos de Deus e faça um discernimento”, sugere Izael. Camila recomenda: “Assim como Ele [Deus] fez a diferença na minha família,(…) Ele pode fazer a diferença na vida de outras pessoas”.

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