Na Audiência Geral Santo Padre destacou como os fiéis devem reconhecer a didática da liturgia e do Evangelho
Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Leão XIV recebeu Sua Santidade Aram I e iniciou uma nova série de catequeses dedicada ao primeiro documento promulgado pelo Concílio Vaticano II: a Constituição sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium.
Reportagem de Danúbia Gleisser e Rodrigo Palmeira
Durante a catequese, Leão XIV abriu uma nova série de reflexões sobre a Sacrosanctum Concilium, primeiro documento do Concílio Vaticano II. O Papa recordou que os padres conciliares quiseram levar a Igreja a aprofundar o vínculo vivo que a une, o mistério de Cristo.
Para o Pontífice, a liturgia é o coração desse mistério, onde a Igreja recebe de Cristo a sua própria vida. Uma ação prática dessa verdade foi sua chegada à Audiência Geral. Como seus antecessores, o Papa Leão XIV não se isola. Ele saudou os peregrinos, desceu do papamóvel para cumprimentar um grupo de jovens e em seguida colheu sua santidade Aram I, Catholicos da Igreja Apostólica Armênia. A Santa Sé da Cilícia não está em comunhão plena com Roma, mas mantém relações cordiais e diálogos ecumênicos constantes.
De acordo com o Santo Padre, Cristo age pelo Espírito Santo, santifica a Igreja e associa a sua oferta ao Pai, está presente na palavra, nos sacramentos, nos ministros, na assembleia reunida e sobretudo na Eucaristia, exercendo um sacerdócio único.
O Papa recordou Santo Agostinho ao afirmar que na Eucaristia a igreja recebe o corpo do Senhor e torna-se aquilo que recebe, o corpo de Cristo, morada de Deus pelo Espírito Santo.
Destacou ainda que a liturgia expressa e fortalece a comunhão da Igreja por meio dos ritos, das orações e dos símbolos. “A liturgia é a meta e fonte da Igreja e todas as ações eclesiais convergem para ela, que sustenta os fiéis na Páscoa de Cristo, revigorando cada um na fé e na missão”.
“A liturgia não deve permanecer apenas nas celebrações”, afirmou o Papa, mostrando que ela deve transformar no concreto a vida cotidiana de quem crê. Segundo o Pontífice, aquilo que é celebrado precisa se traduzir em uma existência fiel ao Evangelho e comprometida com a missão da Igreja. “É assim que a nossa vida se torna sacrifício vivo, santo e agradável a Deus ao realizar nosso culto espiritual”.
Ao final, o Pontífice convidou os fiéis a se deixarem moldar pelos ritos, pelos gestos e pela presença viva de Cristo na liturgia, tema que continuará sendo aprofundado nas próximas catequeses.




