TENSÃO NA GROELÂNDIA

Rubio prefere diplomacia, mas não descarta opção militar na Groenlândia

Secretário de Estado dos Estados Unidos disse ainda que, como diplomata, ‘sempre preferimos resolver isso de maneiras diferentes’, sem apelar à guerra

Da redação, com Reuters e Vatican News

Estados Unidos querem assumir o controle da Groenlândia / Foto: wirestock por Freepik.com

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira, 7, que se reunirá com a Dinamarca na próxima semana, em meio às repetidas manifestações do presidente estadunidense Donald Trump nos últimos dias, que deseja assumir o controle da Groenlândia.

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secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio / Foto: Reprodução Reuters

“Se o presidente identifica uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, todo presidente mantém a opção de lidar com ela por meios militares. Como diplomata, que é o que sou agora e o que fazemos, sempre preferimos resolver as questões de outras maneiras — inclusive no caso da Venezuela”, disse Rubio a jornalistas ao ser questionado se os Estados Unidos estariam dispostos a arriscar a aliança da OTAN ao optar por uma intervenção militar.

As palavras de Rubio parecem corrigir, pelo menos em parte, as declarações da porta-voz da Casa Branca, Karolin Leavitt, que considerou também a intervenção militar “para adquirir” a região dinamarquesa uma possibilidade.

Líderes da UE se pronunciam

Enquanto isso, seis líderes europeus, de Emmanuel Macron a Giorgia Meloni, de Friedrich Merz a Keir Starmer, de Donald Tusk a Pedro Sánchez, incluindo a dinamarquesa Matte Frederiksen, conseguiram expressar uma posição convergente e, após a tímida reação da União Europeia, rejeitaram as ambições dos Estados Unidos em relação ao país ártico, lembrando que a Groenlândia faz parte da Aliança Atlântica.

“O Reino da Dinamarca, incluindo a Groenlândia, é membro da OTAN. A segurança no Ártico deve, portanto, ser garantida coletivamente, em cooperação com os aliados da OTAN, incluindo os Estados Unidos”, escreveram em uma declaração conjunta. Em conclusão, “a segurança do Ártico continua sendo uma prioridade fundamental para a Europa, e a OTAN e os aliados europeus estão intensificando seus esforços”: a Groenlândia “pertence ao seu povo” e “cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir” sobre seu futuro. Por outro lado, enquanto o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, expressou sua gratidão aos líderes da UE, a Casa Branca reiterou que a população da região estaria “melhor servida se protegida pelos EUA contra as ameaças modernas”.

Acordo para excluir a Dinamarca

E enquanto Copenhague tenta tranquilizar os Estados Unidos decidindo fortalecer sua presença militar no Ártico e solicitando uma reunião com Rubio “para esclarecer alguns mal-entendidos”, segundo o “The Economist”, Washington estaria trabalhando em um acordo de associação diretamente com Nuuk, excluindo a Dinamarca. Esse acordo político e militar permitiria aos estadunidenses implantar tropas com mais liberdade e expandir a infraestrutura militar. O acordo estabeleceria uma relação entre os norte-americanos e a Groenlândia semelhante à que Washington mantém com algumas ilhas do Pacífico, como os Estados Federados da Micronésia, as Ilhas Marshall e a República de Palau.

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