De acordo um porta-voz iraniano, os Estados Unidos estariam dificultando um acordo para que o Estreito de Ormuz seja reaberto em meio à disputa entre os dois países
Da redação, com Reuters

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã / Foto: Reprodução Reuters
O Irã está tentando acertar um mecanismo conjunto com Omã para o Estreito de Ormuz, mas a pressão dos EUA sobre Omã tem dificultado os esforços, afirmou na segunda-feira, 13, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei.
Essas declarações surgiram em um momento em que forças dos EUA e do Irã trocaram intensos ataques com mísseis e drones durante o fim de semana e na segunda-feira; Teerã atacou instalações dos EUA em toda a região do Golfo e anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz mais uma vez, provocando a alta dos preços do petróleo.
A Guarda Revolucionária do Irã informou na segunda-feira que atacou instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, destruiu sistemas de radar em Omã e atingiu tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, em resposta aos ataques americanos.
As forças armadas dos EUA comunicaram que, no domingo, atacaram sistemas de defesa aérea iranianos, instalações de radar costeiro, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações, utilizando aeronaves, navios e drones.
Essa troca de ataques representou uma escalada na frequência e na abrangência geográfica das hostilidades da última semana, lançando dúvidas sobre um acordo provisório entre EUA e Irã — assinado no mês passado — para reabrir o estreito e encerrar a guerra após mais 60 dias de negociações.
A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro desestabilizou o Golfo e se espalhou pela região, com o Irã atacando bases americanas em diversos países. Milhares de pessoas foram mortas, principalmente no Irã e no Líbano.




