Lições do incidente

Papa não tem "cem por cento" de segurança, diz porta-voz vaticano

É irreal a pretensão de alcançar uma situação de "risco zero" para o Pontífice, disse o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, após o incidente em que Bento XVI foi derrubado por uma mulher com aparentes problemas psiquiátricos.

"É irreal pensar que o Vaticano pode fornecer uma segurança cem por cento ao Papa, considerando que ele é cercado por dezenas de milhares de pessoas em cada audiência semanal, Missas, saudações e outros eventos", explicou o padre Lombardi.

"Isso não significa que a segurança do Vaticano não tenha levado este incidente a sério, pois está tirando as lições correspondentes", concluiu.

Durante todo a sexta-feira, 25, numerosas mensagens de solidariedade por parte de autoridades institucionais e religiosas chegaram a Bento XVI.

Em particular, por volta das 19 horas locais, o Papa e o presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, mantiveram uma conversação telefônica, após o chefe do Estado italiano ter enviado ao Santo Padre uma mensagem de "afetuosa solidariedade".

Também o presidente dos bispos italianos, cardeal-arcebispo de Gênova Angelo Bagnasco, expressou "proximidade e gratidão pela sua missão e a sua palavra". O premier italiano e o presidente da Câmara, bem como o prefeito de Roma, também expressaram sua proximidade.

A onda de solidariedade, acompanhada das felicitações de pronta recuperação, foi manifestada também ao vice-decano do Colégio cardinalício, Cardeal Roger Etchegaray, que durante o incidente na Basílica sofreu uma fratura no colo do fêmur direito.

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