Números dos últimos anos assustam e prejudicam trabalho de responsáveis
Durante operação nesta terça-feira, a Polícia Federal desarticulou um esquema milionário de corrupção no porto do Rio de Janeiro, com apreensão de dinheiro em espécie e itens de luxo.
Reportagem de Vinícius Cruz e Jairo Rec
Agentes da Polícia Federal cumpriram 45 mandados de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro e também no Espírito Santo. “Da Receita Federal é a maior operação que a Corregedoria já desempenhou em números de quantidade de pessoas”, disse o delegado da Alfândega do Porto Rio, Renato Regal.
Na casa de uma auditora fiscal, foram encontrados milhões de reais em dinheiro vivo, o que levantou suspeitas sobre a origem dos valores.
A operação revelou como o esquema funcionava dentro de um dos principais pontos de entrada de mercadorias do país. Servidores públicos e despachantes são suspeitos de facilitar irregularidades para beneficiar importadores e evitar o pagamento de impostos.
“A origem da operação remonta ao ano de 2022. Ela deu-se por denúncia e por apurações internas da própria Corregedoria da Receita Federal”, afirmou o corregedor da Receita Federal, Guilherme Bibiani.
De acordo com as investigações, o esquema causou um prejuízo de aproximadamente R$ 500 milhões de reais aos cofres públicos e resultou no afastamento de servidores e suspensão de despachantes. “São procedimentos investigados a partir de meados de 2021 até março deste ano. uma movimentação de mais de R$ 86 bilhões de reais e mercadorias que pode ter passado por esse procedimento de corrupção e um valor ainda ser calculado de tributo que deixou de ser recolhido com dezenas de milhões de reais em propinas pagos a esses servidores”, concluiu o secretário das Receita Federal do Brasil, Robinson Sakiyama Barreirinhas.




