Avalanche

Nepal: sobe número de vítimas; 20 mil crianças estão sem água potável

Mais de uma semana, após o desabamento da geleira no sopé do Himalaia, mortos confirmados subiu para cerca de 1.300 e 5.600 desaparecidos

Da Redação, com Vatican News

Avalanche no Nepal completa mais de uma semana /Foto: Reprodução Reuters

“Onde posso encontrar água potável para meus filhos?”. Esta é a pergunta que atormenta milhares de pais, obrigados a viver, há mais de uma semana, em meio à lama e escombros na bacia do rio Bhotekoshi-Trishuli, no Nepal. O UNICEF emitiu um alerta dramático: pelo menos 22.000 crianças estão sem água potável e saneamento básico. Entretanto, o número de vítimas continua a aumentar: até agora cerca de 1.300 mortes confirmadas e 5.600 desaparecidos, incluindo algumas pessoas na região do Tibete, quase 600 turistas estrangeiros, que se encontravam na região, fazendo uma peregrinação espiritual nas montanhas sagradas.

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Risco de epidemia

Os centros de acolhida improvisados ​estão superlotados ​e os danos nos sistemas de rede hídrica fazem aumentar rapidamente o risco de doenças transmitidas por água contaminada, com o perigo de epidemias resultantes, que atualmente ainda podem ser evitáveis. As várias operações de resgate fazem verdadeiras corridas contra o tempo, tentando remover as toneladas de lama. O exército nepalês, junto com especialistas da Índia, China e Coreia do Sul, também trabalha incansavelmente para chegar aos cerca de 900 operários, que, durante a catástrofe, ficaram presos nos túneis subterrâneos das usinas hidrelétricas de Langtang, Chilime e Rasuwagadhi. Hoje, 4 de setembro, foram milagrosamente resgatados dois com vida; as imagens de soldados que os carregavam nos ombros se espalharam rapidamente pelo país. Um dos sobreviventes, ao ser levado às pressas para o Hospital de Katmandu, disse com lucidez: “Há muitas outras pessoas vivas lá dentro”. No entanto, ainda há esperança de resgatar pelo menos mais 39 operários naquele túnel.

Compromisso das Nações Unidas

À medida que diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes nas aldeias devastadas, centenas de famílias hindus começaram a fazer funerais simbólicos. Sacerdotes colocam bonecos de palha em uma fogueira: ritual realizado na esperança de desejar a paz eterna às almas dos parentes falecidos. No entanto, helicópteros continuam transportando ajudas humanitárias às pessoas. A ONU enviou kits de higiene, frascos de purificação e galões dobráveis ​​de 10 litros para cerca de 19.000 pessoas. Enquanto melhora o acesso à água potável, os atos de purificação e os controles continuam mais reforçados.

Por fim, Alice Akunga, representante do UNICEF no Nepal, recorda a clara necessidade de reconstruir uma infraestrutura adequada, em um futuro próximo, para evitar outro desastre: “Restabelecer o acesso à água potável não é um trabalho de apenas uma semana”.

 

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