Condições precárias das escolas motivaram os protestos na França; Na Itália, mais de 60 manifestantes entraram em conflito com a polícia
Da redação, com Reuters

Incêndios ocorrem nas ruas de Paris, enquanto protestos caóticos continuam pelo segundo dia consecutivo / Foto: Reprodução Reuters
Incêndios ocorreram nas ruas de Paris neste domingo, 18, enquanto os protestos continuavam na capital francesa e por todo o país. Os protestos surgiram a partir de manifestações estudantis motivadas pela falta de professores e pelas condições precárias nas escolas, mas expandiram-se para incluir reivindicações relacionadas ao aumento do custo de vida e à situação dos serviços públicos.
Bombeiros combateram focos de incêndio nas ruas, de onde subia uma densa fumaça negra, proveniente de pilhas de bicicletas e outros detritos em chamas.
Cerca de 550 mil pessoas participaram de manifestações por toda a França no sábado, 17, segundo o Ministério do Interior. Embora a maior parte dos protestos tenha ocorrido de forma pacífica, foram registrados episódios de violência, saques e incêndios em diversas cidades.

Polícia de Milão entra em confronto com manifestantes no segundo dia de distúrbios / Foto: Reprodução Reuters
Protestos na Itália
A polícia de Milão entrou em confronto, no domingo, 18, com manifestantes que atiravam pedras e saqueavam lojas durante protestos contra a precariedade dos serviços públicos e o aumento do custo de vida — um dia após episódios semelhantes em várias cidades italianas.
Imagens mostraram policiais de choque disparando gás lacrimogêneo depois que centenas de manifestantes encapuzados quebraram vitrines e incendiaram lixeiras nas proximidades da Piazza Duomo, no centro da cidade.
Mais de 60 manifestantes foram levados à delegacia para averiguações, informaram à Reuters fontes a par da investigação.
Ao todo, 28 manifestantes foram detidos após confrontos semelhantes ocorridos no sábado, 17, em cidades do norte da Itália — incluindo Milão, Bolonha, Bréscia, Bérgamo e Turim —, segundo um relatório policial divulgado no domingo.
Os confrontos lembraram a violência registrada na vizinha França, onde centenas de milhares de pessoas, indignadas com a alta dos custos e a deterioração dos serviços públicos, foram às ruas no sábado, protagonizando alguns dos protestos mais violentos vistos no país nos últimos anos.




