Troca de ataques entre exército sudanês e forças paramilitares afetaram diretamente civis; país tem maior número de deslocados no mundo
Da Redação, com Vatican News

Sudanês no acampamento de refugiados de Zamzam, no estado de Darfur do Norte / Foto: Reprodução Reuters
A guerra civil no Sudão segue fazendo vítimas. Segundo fontes médicas, mais de 100 pessoas morreram devido a ataques do exército sudanês e de seus inimigos paramilitares nas últimas duas semanas em Darfur.
Bombardeios com drones atribuídos ao exército sudanês na cidade de Al-Zuruq, controlada pelas rivais Forças de Apoio Rápido (RSF), mataram 51 civis no sábado, 3. Enquanto isso, o ataque paramilitar à cidade de Kernoi que durou cinco dias deixou 63 civis mortos e outros 17 feridos.
A guerra no Sudão eclodiu em abril de 2023 entre as Forças Armadas Revolucionárias (RAF) e o exército do país. Desde então, causou a morte de dezenas de milhares de pessoas e o deslocamento interno e externo de mais de 13 milhões de pessoas, tornando o Sudão o país com mais deslocados no mundo.
Além disso, mais de 30 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária e mais de 26 milhões estão em situação de grave insegurança alimentar. De acordo com as Nações Unidas (ONU), desde 2023, as vítimas deste conflito seriam pelo menos 150 mil.
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