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Desigualdade em Brasília cresce, aponta levantamento do IBGE

Levantamento revela contrastes populacionais acentuados no Distrito Federal

Reportagem de Gabriela Matos e Sanny Alves

 

Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, traz dados que apontam Brasília como o centro mais desigual em relação à renda. A cidade que foi planejada para acolher a Capital Federal fecha 2025 com quase três milhões de habitantes.

Brasília tem a maior desigualdade de renda do país. Foi o que constatou a pesquisa da síntese de indicadores sociais do IBGE. 

Esse economista e sociólogo explica porque, mesmo sendo uma cidade planejada, a capital apresenta diferenças tão grandes entre os seus quase 3 milhões de habitantes. “Brasília foi programada para ter 500.000 habitantes. Essa é a grande questão. E tem um tombamento também e tem uma área muito restrita. Então, Brasília não pode ter indústria como Goiás, como Minas, não tem espaço físico que comporte”, apontou o economista e sociólogo, César Bergo. 

Por abrigar os três poderes da República, além de ministérios e autarquias, Brasília se tornou um polo de oportunidades para brasileiros de vários estados. A busca por uma vida melhor, no entanto, esbarra nos limites da capital, que não comporta todos e acaba levando parte desta população para áreas periféricas e cidades do entorno. 

O economista ainda explica que o produto interno bruto –  PIB – de Brasília só perde para o do Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, a renda média local também é a maior do país.

Contudo, a região ainda conta com aglomerados humanos que apresentam grande desigualdade, sobretudo no que tange educação, saúde e segurança. 

“Brasília acaba refletindo o que está acontecendo no país. Então é muito difícil você ter uma pessoa que tem uma excelente renda. Regiões em Brasília são comparável à Suécia. Mas aí você vai em determinados locais aqui, condições humanas de vida, de bem-estar, não existe”, retomou ele.

Esse servidor público atua na área de assistência social no Distrito Federal e sugere ações que podem ajudar a situação da população em vulnerabilidade. A região tem mais de 400.000 pessoas inscritas no Cadastro Único. E segundo o servidor, outros dados também chamam a atenção quando o assunto é desigualdade.

“Aqui no Distrito Federal, o índice do desemprego é para quase o dobro do índice do desemprego nacional e isso precisa ser enfrentado. Enquanto nós não tivermos uma redução drástica do desemprego no Distrito Federal, nós vamos continuar com essa desigualdade social tão acentuada como é hoje”, concluiu o servidor público, Clayton Avelar.

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