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Casos de pancreatite podem estar ligados a canetas emagrecedoras

Especialistas orientam cautela no uso de canetas para emagrecimento

Brasil investiga mortes e casos de pancreatite provocados pelo uso de canetas emagrecedoras. Os medicamentos ganharam notoriedade ao ajudar no controle do peso, mas o produto foi originalmente criado para o tratamento do diabetes, estimulando a produção de insulina.

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

 

A semaglutida começou a ser usada no tratamento do diabetes tipo 2 em 2017. Em 2021, passou também a ser prescrita para o controle do peso e em poucos anos se tornou um dos medicamentos mais vendidos no mundo. 

Mas o uso crescente acendeu um alerta. No ano passado, a agência de saúde do Reino Unido registrou mais de 1200 casos de pancreatite associados ao remédio como possível efeito colateral.

“Como elas provocam uma lentificação do sistema gástrico, o estômago fica cheio mais tempo, dificulta digestão, elas fazem com que a pessoa sinta menos fome e hoje em dia elas são mais vendidas pelo efeito secundário, pelo efeito colateral, que é diminuir a fome, do que pelo objetivo primário”, explicou a médica geriatra, Tatiana Peron. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, já recebeu mais de 200 notificações de pancreatite, possivelmente associadas ao uso de canetas emagrecedoras. Seis mortes estão sendo investigadas no Distrito Federal, São Paulo, Paraná e Bahia. O uso indiscriminado do medicamento já havia provocado a decisão da agência de limitar a venda do produto à retenção da receita. 

Esta paciente usa caneta emagrecedora e já perdeu 19 kg em 3 meses. Ela faz acompanhamento médico regular. “Não sei se está relacionado a isso, se é, o uso da caneta. Eu observei, a questão da pressão que voltou normal, a pele, como eu estou na menopausa, aquele calorão que a gente sempre tem, enquanto eu usava, eu não sentia mais isso”, relatou a gestora escolar, Marilea Marques. 

A endocrinologista reforça que os medicamentos são considerados seguros, desde que utilizados com indicação e acompanhamento médico rigoroso. “Tem que ser feito com acompanhamento médico, e nutricional. Então, a pessoa tem que estar comendo direitinho, tem que estar fazendo atividade física e ter a ciência que não é por tão curto espaço de tempo. O ideal é que se tratando de diabetes ou de obesidade, às vezes a pessoa precisa fazer um um uso mais prolongado e um desmame acompanhado”, concluiu a endocrinologista, Paula Pessin Fábrega.

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