Apelo de paz

Bento XVI pede proteção para os civis no Sri Lanka

O Papa Bento XVI, ao final da catequese de hoje, 4, manifestou sua preocupação com a guerra no Sri Lanka: "As notícias do recrudescimento do conflito e do crescente número de vítimas inocentes me induzem a dirigir um apelo aos que promovem a guerra, para que respeitem o direito humanitário e a liberdade de movimento da população, que façam o possível para garantir a assistência aos feridos e a segurança dos civis e permitam que suas urgentes necessidades alimentares e médicas sejam atendidas. Que Nossa Senhora de Matuu, muito venerada pelos católicos e também por membros de outras religiões, apresse o dia da paz e da reconciliação no país", disse Bento XVI.

Só no dia de ontem,3, pelo menos 52 civis morreram no norte do país durante os combates entre o exército e os rebeldes tâmeis. Na cidade de Vanni, um escritório da Caritas foi bombardeado e destruído: um agente ficou ferido. O Núncio Apostólico no país, Dom Mario Zenari, que foi nomeado Núncio na Síria, pediu para permanecer ao lado da população neste momento de sofrimento.

Em entrevista à Rádio Vaticano, ele comentou o apelo do Papa na Audiência Geral: "Creio que este apelo do Santo Padre será muito bem recebido por bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas que estão empenhados nessas regiões de conflito. Vejo também que as organizações internacionais olham para a Igreja Católica com admiração. No apelo de hoje, destaco ainda o pedido de respeito pelo direito humanitário, inclusive a liberdade de movimento da população civil, para que não se torne escudo humano".

Segundo Dom Zenari, existem cerca de 200 mil civis nas regiões de combate.

Sobre a audiência com o presidente cingalês, Mahinda Rajapakse, dois dias atrás, o núncio pediu que as instituições e as organizações internacionais tenham acesso aos locais de conflito. "Há muito sofrimento e o conflito, infelizmente, se intensificou e ficou ainda mais cruel. A população civil não sabe onde encontrar refúgio. Temos muitas igrejas e diversas paróquias que estão no meio do fogo cruzado", relatou Dom Zenari.

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