Maria Corina Machado, líder venezuelana, encontrou-se para um almoço com o presidente estadunidense na Casa Branca, nesta quinta-feira, 15
Da redação, com Reuters

Maria Corina Machado acena ao deixar a Casa Branca, nesta sexta-feira, 16 / Foto: Reprodução Reuters
A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, afirmou na quinta-feiral, 15, que ficou impressionada com a compreensão do presidente Donald Trump sobre a crise na Venezuela e sua preocupação com o sofrimento do povo venezuelano, após o primeiro encontro presencial entre os dois na Casa Branca.
Em declarações à imprensa após o almoço, Machado disse que ela e Trump discutiram as “expectativas e os sonhos dos venezuelanos”, as dificuldades atuais do país e as esperanças de mudança. Ela enfatizou a determinação dos venezuelanos em buscar uma transição democrática e enfrentar tanto a repressão política quanto a crescente crise humanitária.
“Conseguimos conversar com calma sobre as expectativas e os sonhos dos venezuelanos, os momentos difíceis que estamos vivendo, mas, ao mesmo tempo, cheios de esperança nas mudanças que virão”, disse Machado.
Corina afirmou ter transmitido a necessidade de reconstruir as instituições democráticas, ao mesmo tempo em que se busca combater a escassez de renda e emprego e o colapso da segurança, da saúde e da educação.
Corina afirmou que Trump demonstrou uma clara compreensão da situação na Venezuela e preocupação com seus cidadãos. “Fiquei muito impressionada com a forma como ele entende a situação na Venezuela e como se importa com o sofrimento do povo venezuelano”, disse ela.
Acrescentou que a sociedade venezuelana está unida em seu desejo por mudanças, afirmando que mais de 90% dos venezuelanos querem viver “em liberdade, com dignidade e com justiça”.
Machado também disse que Trump está comprometido em garantir a libertação de presos políticos e em apoiar a liberdade de todos os venezuelanos.
O encontro ocorreu em meio à incerteza sobre o futuro político da Venezuela após a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro no início deste mês.

Trump, ao lado de Corina, segura o Nobel da Paz, originalmente concedido à venezuelana / Foto: Reprodução X
Prêmio Nobel
Um dos possíveis tópicos de conversa para a reunião desta quinta-feira na Casa Branca foi o Prêmio Nobel da Paz, concedido a Corina no mês passado, uma afronta a Trump, que há muito almejava a premiação. A venezuelana havia sugerido que entregaria o prêmio ao presidente estadunidense por ter deposto o ex-líder Nicolás Maduro, embora o Instituto Nobel da Noruega tenha afirmado que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado. Ao sair da reunião com Trump, Machado se recusou a dizer se havia entregado o prêmio ao presidente.
No microblog X, entretanto, a página oficial da Casa Branca postou uma foto de Trump e Corina segurando o prêmio Nobel que a venezuelana, apesar das ressalvas do Instituto Nobel da Noruega, concedeu ao presidente norte-americano.
Enquanto a visita estava em andamento, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump estava ansioso para se encontrar com Corina, mas que mantinha sua avaliação “realista” de que ela não tinha, naquele momento, o apoio necessário para liderar o país no curto prazo.




