Pela primeira vez em seis séculos de história, o Coro da Capela Sistina chega à América Latina. O Brasil recebe a turnê inédita do grupo responsável pela música das principais celebrações do Vaticano
Reportagem de Nathália Cassiano
Produção de Sidinei Fernandes
Imagens de Vitor Hugo Ferreira, Leandro Iarussi, Gilberto Pereira, divulgação e Coro Capela Sistina
Alessio é cantor no coral há mais de 12 anos. O mineiro de Araxá foi adotado ainda bebê por uma família da província de Nápoles, na Itália. E foi lá que sua vocação musical floresceu. “Foi durante uma Missa que eu assisti em em Roma, na Praça São Pedro, e ouvi o coro e apaixonei pela sonoridade que ele tinha”, recordou o cantor Alessi D’ Aniello.
O coro da Capela Sistina, conhecido como ‘Coro do Papa’, está no Brasil para apresentação inédita após 600 anos de história. A turnê de 15 dias inclui concertos em cinco cidades do país. O coro é responsável pela música das principais celebrações no Vaticano e tem na regência o maestro brasileiro.
O coro do Papa vai assumir no próximo domingo o canto da Santa Missa das 11:00 da manhã na Catedral da Sé. No início da tarde, o grupo se apresenta na Igreja e segue viagem para outras três capitais brasileiras.
Depois retorna no dia 14 para nova performance na Sala São Paulo às 20h30. “A nossa visita, ela se insere neste quadro, 200 anos de comemoração. Então, é uma maneira, é um certo modo uma presença do Santo Padre, da Igreja de Roma e também é uma mensagem de esperança, uma mensagem de fé, porque o coro da Capela Sistina não canta outra coisa senão a palavra de Deus”, contou o diretor da Pontifícia Capela Musical Sistina, padre Marcos Pavon.
O repertório foi preparado para mostrar a tradição musical da Capela Pontifícia. Uma das canções interpretadas vai ser “Prova de amor maior não há”, composição do Padre José Weber, que representa um grande expoente da música litúrgica brasileira da atualidade.
“É um modo também de apreciar um patrimônio histórico da Igreja que realmente é não é só bonito, mas marcou a evolução do ocidente no campo da música, das artes e também é um modo também de elevar a própria alma a Deus através de músicas que foram inspiradas nas orações da Igreja Católica. É um modo também de estar em comunhão com Deus e com os outros irmãos”, ressaltou.
