EM ROMA

Seminário celebra 200 anos de relações entre Brasil e Santa Sé

Brasil é o maior país com católicos e membros do Clero do mundo

Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos

Nesta terça-feira, 20, em Roma, foi realizado o Seminário “Brasil e Santa Sé: 200 anos de Relações Diplomáticas”, evento que abriu as comemorações desta importante.

Encontro histórico em Roma. O Seminário marca dois séculos de diálogo. Tem como objetivo celebrar o bicentenário das relações bilaterais entre o Brasil e a Santa Sé, que tiveram início em 23 de janeiro de 1826, quando o Papa Leão XIV recebeu as credenciais do primeiro representante brasileiro junto ao Vaticano, Dom Francisco Correa Vidigal.

“O Brasil com a maior população católica do mundo e o maior clero do mundo reafirma com essas celebrações a importância da herança cultural, espiritual e de forja da sua identidade que aconteceu em função da presença da Igreja Católica”, ressaltou o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Everton Vieira Vargas.

O cardeal Jaime Spengler, presidente da CNBB, afirmou que o Brasil deve suas fronteiras à atuação missionária e destacou. “E neste ano também de uma forma toda especial, padre Mark, nós estamos celebrando os 400 anos das missões jesuíticas no sul do Brasil. Uma epopeia extraordinária, bonita, que também merece ser resgatada”, afirmou o cardeal Jaime. 

De acordo com os organizadores, o seminário refletiu a trajetória histórica do vínculo bicentenário entre os dois países e o precioso acervo da Igreja, que faz do Vaticano um observatório privilegiado para a compreensão da história do Brasil e da América Latina.

O reitor da pontifícia Universidade Gregoriana destacou que o Brasil é o quarto país do mundo com a mais antiga relação diplomática com a Santa Sé, precedido somente pela França, Espanha e Portugal. 

O reitor da PUC Rio falou do selo comemorativo criado pela universidade simbólica e arquitetônica. De acordo com ele, o selo foi estruturado a partir de uma investigação simbólica e arquitetônica de dois pontos da diplomacia brasileira e da Santa Sé, a Praça São Pedro, no Vaticano, e o Palácio Itamaraty, em Brasília. 

Os espaços foram analisados não como representações literárias, mas como sistemas formais e simbólicos. Na segunda parte do seminário, estudiosos sobre o assunto aprofundaram o tema desta relação de 200 anos entre Brasil e Santa Sé.

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