28 de março

Patriarca Latino de Jerusalém convoca Dia de Oração pela Paz

Cardeal Pierbattista Pizzaballa anunciou mudanças nas celebrações da Semana Santa em Jerusalém e no Santo Sepulcro, e convoca Dia de Oração pela Paz neste sábado, 28

Da Redação, com Vatican News

Cardeal Pierbattista Pizzaballa / Foto: Latin Patriarchate of Jerusalem no YouTube

O Patriarca latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, emitiu um comunicado, neste domingo, 22, sobre as celebrações da Semana Santa em Jerusalém e no Santo Sepulcro. Na mensagem, lamentou que, devido à guerra, os cristãos não puderam viver o tradicional caminho quaresmal na cidade, além de expressar incerteza quanto à realização das celebrações da Semana Santa no Santo Sepulcro e em outros lugares santos da fé cristã.

Diante das restrições impostas pelo conflito e dos recentes acontecimentos na região, o cardeal afirmou que não é possível prever uma melhora iminente. No entanto, destacou que segue em diálogo constante com as autoridades competentes e com as outras Igrejas cristãs para avaliar a possibilidade de celebrar o mistério da salvação no coração das comunidades.

O patriarca ressaltou ainda que a situação permanece em contínua evolução, mas já está claro que não será possível realizar celebrações ordinárias abertas a todos. Por isso, as tradicionais celebrações sofrerão modificações.

Celebrações alteradas pela guerra

A tradicional procissão do Domingo de Ramos, que parte do Monte das Oliveiras em direção a Jerusalém, está cancelada. Ela será substituída por um momento de oração pela cidade, em local a ser definido.

A Missa do Crisma também foi adiada para uma data futura, assim que a situação permitir. O Dicastério para o Culto Divino já concedeu a autorização necessária.

“As igrejas da diocese permanecem abertas. Párocos e sacerdotes, nas formas e modos possíveis, farão o possível para favorecer a oração e a participação dos fiéis nas celebrações pascais”, segundo o texto.

Dia de Oração pela Paz

O cardeal Pizzaballa lamentou a impossibilidade de celebrar a Páscoa de forma digna e comunitária. “É uma ferida que se acrescenta a tantas outras infligidas pelo conflito. Mas não devemos desanimar. Se não podemos nos reunir como gostaríamos, não renunciaremos à oração”, reiterou ele.

Em seguida, recordou o convite de Jesus aos discípulos: “rezar sempre, sem nunca desanimar” (Lc 18,1), e convocou os fiéis para um dia de oração pela paz, no próximo sábado, 28 de março.

O patriarca pediu que todos se unam na oração do Rosário, implorando o dom da paz e da serenidade, especialmente para aqueles que sofrem por causa do conflito.

“Faremos isso com coração humilde, certos de que a nossa oração, mesmo estando fisicamente distantes, é capaz de alcançar a força do amor de Deus, que nos une no espírito de esperança e confiança”, afirmou.

Páscoa como sinal de esperança

O cardeal encerrou a mensagem recordando que a Páscoa, celebrada no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo, é sinal de esperança mesmo em meio à guerra.

“Nenhuma escuridão, nem mesmo a da guerra, pode ter a última palavra. O sepulcro vazio é o selo da vitória da vida sobre o ódio, da misericórdia sobre o pecado. Deixemos que essa certeza ilumine os nossos passos e sustente a nossa esperança”, concluiu.”

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