O arcebispo Peter Chung Soon-taick, de Seul, expressou condolências às vítimas e mobilizou esforços de socorro liderados pela Igreja
Da redação, com Vatican News

Incêndios deixaram áreas devastadas em Seul / Foto: Yonhap via Reuters
O Papa Francisco, em um telegrama enviado pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, lamentou os estragos e mortes causados pelo incêndios em Seul.
“Sua santidade, o Papa Francisco, está profundamente preocupado com a ameaça à vida e os danos causados pelos incêndios florestais generalizados em várias partes da Coreia. Confiando as almas dos falecidos à amorosa misericórdia do Deus Todo-Poderoso, ele envia sinceras condolências àqueles que lamentam sua perda. Sua Santidade também oferece orações pelos feridos e pelos esforços de socorro dos bombeiros e outros profissionais de emergência. Sobre todos, ele invoca as bênçãos divinas de consolo, cura e força”, disse o Suceesor de Pedro.
A ajuda da arquidiocese
“Incêndios florestais recentes se espalhando por várias regiões do país causaram grande sofrimento para muitas pessoas”, disse o Arcebispo Chung em uma declaração oficial.
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“Meu coração dói com as notícias angustiantes que continuam a nos chegar. Rezo pelo descanso eterno de todas as almas perdidas neste desastre imprevisto. Também rezo para que a mão consoladora e curadora do Senhor esteja com todos aqueles que sofreram e perderam suas casas”, acrescentou o arcebispo.
O prelado estendeu suas condolências aos socorristas e voluntários, especialmente aqueles que morreram enquanto trabalhavam para conter os incêndios e realizar operações de resgate.
O religioso também pediu para proteger a segurança daqueles que ainda estão na linha de frente.
Compromisso arquidiocesano
O Arcebispo Chung afirmou o compromisso da Arquidiocese em apoiar os afetados, expressando esperança pela rápida contenção dos incêndios florestais e pela recuperação total das comunidades deslocadas.
“A Arquidiocese de Seul fará o máximo para se solidarizar e identificar maneiras significativas de acompanhá-los na jornada de recuperação”, disse ele.
A declaração do Arcebispo veio quando autoridades do governo confirmaram que os incêndios florestais, que irromperam nas regiões do sudeste no fim de semana, já mataram pelo menos 27 pessoas, deslocaram dezenas de milhares e queimaram mais de 35.000 hectares de floresta — tornando-os os maiores e mais mortais já registrados desde que o rastreamento nacional começou em 1987.
Autoridades disseram que o número de mortos pode aumentar ainda mais à medida que as operações de resgate continuam. Muitas das vítimas eram moradores idosos, e entre os mortos estavam três bombeiros e um piloto de helicóptero que morreu quando sua aeronave caiu em uma área montanhosa.
Na cidade mais atingida de Andong, os sobreviventes descreveram estar sobrecarregados pela escala e velocidade do desastre, informou a Agence France-Presse.
“Não tive forças para apagar o fogo”, disse Lee Sung-gu, de 79 anos. “Eu não tive coragem de fazer isso; eu só conseguia assistir.”
As autoridades citaram uma combinação perigosa de condições secas, ventos fortes e chuvas insuficientes. “Este incêndio florestal expôs mais uma vez a dura realidade de uma crise climática diferente de tudo que já vivenciamos antes”, disse o chefe da divisão de desastres e segurança, Lee Han-kyung.
Em resposta, a Arquidiocese Católica de Seul começou a mobilizar esforços de socorro. O One Body One Spirit Movement, liderado pelo padre Oh Seung-won, lançou uma campanha de arrecadação de fundos em 27 de março que vai até 30 de abril, com o objetivo de arrecadar 2 bilhões de KRW em ajuda para as áreas mais afetadas, particularmente a Diocese de Andong.
A Nanum Foundation of the Fool, presidida pelo Bispo Koo Yo-bi, prometeu 1 bilhão de KRW em financiamento de emergência e está conduzindo uma coleta especial separada para apoiar moradores deslocados e recuperação de longo prazo.