UM SÉCULO

Missão das Irmãs de Maria de Schoenstatt completa cem anos

Carisma da Mãe Peregrina se reflete na vocação de padre Kentenich e irmãs que doam sua vidas à evangelização

É a missão das Irmãs de Maria de Schoenstatt que superou o desafio de uma guerra mundial para evangelizar por meio da educação, da saúde e da comunicação.

Reportagem de Gracielle Reis e Miguel Fernandes

 

Cozinhar, preparar a liturgia, cuidar das flores, limpar, trabalhar numa loja ou numa escola. Gestos simples que fazem parte da vida dessas religiosas.

A história começou em primeiro de outubro de 1926 na Alemanha por iniciativa do fundador do Movimento de Schoenstatt, Padre José Kentenich. “Padre Kentenich se deu conta que precisava de uma comunidade feminina que estivesse ali em torno do santuário para receber as pessoas, para dar formação. E essas três irmãs então deixaram o seu trabalho, eram professoras e foram morar em Schoenstatt, que é nossa casa mãe, onde nós temos o nosso centro. E lá então começaram a se dedicar ao Movimento de Schoenstatt, que já estava em andamento”, afirmou a superior da Delegação de Portugal, das Irmãs de Maria de Schoenstatt, irmã Mariluci Cavalin.

A comunidade cresceu rapidamente. Um ano depois já contava com 57 irmãs. O desenvolvimento aconteceu num período marcado pela guerra e pela perseguição.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o fundador foi detido pelos nazistas. As religiosas enfrentaram esse tempo sem interromper a sua missão. “E com isso Schoenstatt então sai da Alemanha e entra em outros países, Brasil, Argentina, Chile e também para a África do Sul”, retomou ela.

No fim da guerra, a expansão ganhou novo impulso. Em 1948, a comunidade foi erigida como instituto secular e viria a receber o reconhecimento pontifício. Nossa Senhora permanece como referência. Por isso, o lema escolhido para o centenário é “Maria, luz da nossa esperança”.

Em Portugal, as celebrações vão acontecer nos dias 26 e 27 de setembro. No sábado, na sede Aveiro, a Eucaristia vai ser presidida pelo superior dos padres de Schoenstatt no país.
Já no domingo, o bispo diocesano Dom Antônio Monteiro vai celebrar a eucaristia aqui no Santuário da Gafanha de Nazaré.

Da fundação em 1926 à presença em vários continentes, a história das irmãs de Maria continua a ser construída no cotidiano. “Nossa missão é ser Maria. É tão simples, não é? Ser Maria, mas ao mesmo tempo é tão importante, porque como Maria nós queremos gerar Cristo no coração das pessoas”, concluiu a irmã.

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