ACOLHIMENTO

Igreja de BH lança corrente solidária para pessoas em situação de rua

Campanha mobiliza fiéis para arrecadar roupas e cobertores em Belo Horizonte

Reportagem de Vanessa Anicio e Luzi Gustavo Rodrigues

O estado de Minas Gerais vive uma realidade preocupante: o aumento de pessoas em situação de rua. Em cinco anos, esse número cresceu mais de 40%.  Diante deste cenário, ações de acolhimento e solidariedade levam dignidade e esperança a quem mais precisa.

Uma população que enfrenta diariamente chuva, fome, frio e a invisibilidade social. “Tipo assim, eu tinha família, mas a minha família me abandonou, eu peguei e fui pra rua”, disse o desempregado, Ernesto Marlon Rodrigues da Silva. 

Desempregado e sem ter para onde ir, Ernesto conhece esta realidade de perto há quase uma década. “Não é escolha não, porque se eu não vivesse na rua, vou viver aonde?”, completou Ernesto.

E o número de pessoas que vivem nesta mesma situação segue crescendo no país.  Segundo o estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, feito com base nos dados do Cadastro Único de Programas Sociais, o CADÚnico, de dezembro de 2024 para dezembro de 2025, houve aumento de mais de 11% no número de pessoas vivendo pelas ruas do Brasil. Minas Gerais ocupa o amargo terceiro lugar neste ranking, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. 

Em resposta a essa crescente realidade, a Arquidiocese de Belo Horizonte tem intensificado ações solidárias. Agora em janeiro, mês conhecido pelas chuvas, foi lançada a campanha Vestir Esperança, que arrecada roupas masculinas, infantis e cobertores para amparar aqueles que buscam abrigo nas ruas.

“Hoje nós temos aqui em Belo Horizonte em torno de 75%, 80% da população que se encontra em situação de rua é uma população masculina. Vestir a esperança é ajudar uma pessoa ou várias pessoas a ter um pouco de dignidade de vida”, afirmou o vigário episcopal do Setor Social VEASPAM(BH), padre Roberto Rubens. 

Uma iniciativa que depende da participação da sociedade para continuar transformando realidades. “A solidariedade não tem cor, não tem raça, não tem nem condições sociais.

A ajuda, ela é um gesto evangélico, é repetir aquilo que Jesus fez”, concluiu padre Roberto. 

“Me ajuda muito. Se não fosse essa doação, nós íamos estar pior”, retomou Ernesto.

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