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Fundação Ratzinger: Padre Roberto Regoli nomeado novo presidente

Após dez anos como presidente da Fundação Vaticano Joseph Ratzinger-Bento XVI, o mandato do padre Federico Lombardi chega ao fim, e o padre Regoli assume o cargo

Da redação, com Vatican News

Padre Roberto Regoli, novo presidente da Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI do Vaticano / Foto: Reprodução Youtube

O padre Roberto Regoli, renomado historiador da Igreja, é o novo presidente da Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI do Vaticano.

Fundada em 1º de março de 2010, a Fundação tem como objetivo promover e incentivar o estudo, o conhecimento e a divulgação da teologia e da obra de Joseph Ratzinger e Bento XVI, também por meio de projetos, conferências e seminários.

Professor de história contemporânea na Pontifícia Universidade Gregoriana — onde dirige o Departamento de História da Igreja e a revista Archivium Historiae Pontificiae — e autor de estudos e obras de relevância internacional sobre a história do Papado, da Cúria Romana e da diplomacia papal do século XIX ao XXI, o padre Regoli assume o cargo ocupado nos últimos dez anos pelo padre Federico Lombardi, de 83 anos, que recebeu o mandato após concluir seu próprio período de dez anos como Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Renovações e transições

Em uma nota publicada em 28 de janeiro, o Padre Regoli descreve o Padre Lombardi como “o rosto público e sereno da Fundação, que ao longo destes dez anos conduziu o rumo das iniciativas institucionais com prudência e confiança”.

Essa nota foi acompanhada por um comunicado anunciando a renovação dos órgãos institucionais da Fundação, cujos mandatos – de acordo com os estatutos – expiraram após cinco anos.

“Como o mandato anterior de cinco anos terminou em 2025, a Secretaria de Estado, à qual a Fundação está vinculada, providenciou a sua renovação e as transições necessárias”, afirma o documento.

Além da nomeação do Padre Regoli como novo presidente do Conselho de Administração pela Secretaria de Estado, os seguintes membros tiveram seus mandatos renovados: o Arcebispo Georg Gänswein, núncio na Lituânia e por muitos anos secretário particular de Bento XVI; o Professor Achim Buckenmaier; a advogada Francesca Bazoli; e o Dr. Alberto Gasbarri, ex-diretor administrativo da Rádio Vaticano e organizador das Viagens Apostólicas.

Os membros do Comitê Científico, nomeados pelo Papa, são o Cardeal Kurt Koch e o Cardeal Ángel Fernández Artime, os Arcebispos Rino Fisichella e Bruno Forte, e o Bispo Rudolf Voderholzer.

O Presidente do Conselho Fiscal é Aurelio Ingrassia, nomeado pela Secretaria para a Economia; os membros — nomeados pela Secretaria de Estado — são Andrea Filippi e Giuseppe Mascarucci. Os Cardeais Gianfranco Ravasi e Luis Ladaria concluíram seus mandatos como membros do Comitê Científico, assim como o Padre Giuseppe Costa e o Dr. Renato Poletti como membros do Conselho Diretor, e Alessandro Roppo como Presidente do Conselho Fiscal.

Agradecimento ao Padre Lombardi

A todos aqueles que prestaram um “serviço valioso” à Fundação Ratzinger ao longo destes anos, o novo presidente, Padre Regoli, expressa sua gratidão, agradecendo primeiramente ao Papa Leão XIII e ao Cardeal Parolin “pela sua atenciosa benevolência para com a instituição” e pela “confiança” nele depositada.

De maneira especial, agradeceu ao Padre Lombardi, escrevendo: “Sabemos que ele pode continuar sendo um ponto de referência para todos nós. Desejamos que ele colha abundantemente o que semeou.”

Rumo às comemorações do centenário do nascimento de Joseph Ratzinger

Ele também anuncia “um empolgante período de cinco anos” com a celebração do centenário do nascimento de Joseph Ratzinger (1927–2027), que já vem sendo preparada há meses por meio do planejamento de conferências, publicações, exposições e concertos envolvendo diversos países em todos os continentes.

“O legado de Ratzinger, como teólogo e Papa”, afirma o Padre Regoli, “está muito vivo, inclusive pastoralmente, como fonte e confirmação de muitos caminhos pessoais de conversão em todo o mundo. A vitalidade do seu pensamento não só tem algo a dizer, como também pode dar uma contribuição significativa aos debates teológicos e culturais do nosso tempo.”

A esperança — e o compromisso — é, expressa o novo Presidente, que a voz do Pontífice bávaro “continue a ressoar através da Fundação”, não só nas salas de aula universitárias, mas também e sobretudo entre os jovens, “a quem devemos ajudar a redescobrir a beleza da fé, antes de mais nada, em Cristo e na Igreja.”

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