Arcebispo de Mandalay, uma das cidades mais atingidas pelo terremoto, disse que das 40 igrejas da diocese, 25 ficaram muito destruídas com os abalos
Da redação, com Fundação AIS

Equipes de resgate seguem operação de busca em um prédio que desabou, após forte terremoto, em Mandalay, Mianmar / Foto: Stringer – Reuters
A Fundação AIS, em resposta ao trágico terremoto que atingiu Mianmar na sexta-feira passada, lançou um apelo global de oração e solidariedade polo país asiático. Estimativas das autoridades apontam para mais de 3 mil mortos, cerca de 5 mil feridos e mais de 200 desaparecidos. Em Sagaing e Mandalay, uma das principais cidades de Mianmar, os danos causados pelos tremores foram ainda piores: o número real de vítimas pode ultrapassar as 10 mil.
Leia também
.: Papa apresenta leve melhora e reza pelas vítimas em Mianmar
Diante desta catástrofe, a Fundação AIS lançou em Portugal — mas em caráter global — um apelo por oração e solidariedade com o país asiático. “O impacto devastador do recente terramoto que atingiu o centro de Mianmar deixou para trás um cenário de destruição e desespero. As cidades de Mandalay e Sagaing foram particularmente afectadas, e o sofrimento das comunidades locais é inimaginável”, disse
Os danos à igreja local
A comunidade católica também foi fortemente atingida pelo terremoto. De acordo com Dom Marco Tin Win, arcebispo de Mandalay, das 40 igrejas da diocese, 25 têm danos estruturais que impedem a realização de liturgias seguras. “Além disso, o Seminário Intermediário de Mandalay e o Seminário Menor de Pyin Oo Lwin sofreram sérios danos”, acrescentou.
“A nossa missão é estarmos próximos da Igreja em momentos de crise, apoiando-a não apenas com oração, mas também com ajuda para reconstruir tanto estruturas como vidas”, disse Regina Lynch, presidente executiva internacional da Fundação AIS. “Esta tragédia é mais um capítulo na dor terrível deste povo, e a nossa presença contínua com a Igreja em Mianmar mostra que não os deixamos sozinhos”, finaliza.
Para quem quiser ajudar à Fundação AIS e Mianmar, clique aqui.