Hoje, a Igreja recorda o martírio de São Pedro Apóstolo, primeiro Papa da Igreja. Em muitas cidades brasileiras, é feriado devido à grande devoção ao príncipe dos apóstolos. Na cidade de São Paulo, uma paróquia propaga essa devoção há mais de 60 anos
Reportagem de Flavio Rogério e Gilberto Pereira
Paróquia São Pedro e São Paulo, zona oeste da capital paulista. Na primeira missa do dia, fiéis se reuniram para agradecer pela conclusão de mais uma festa do padroeiro.
Thiago é paroquiano há cerca de 5 anos. “Uma mobilização muito grande, não apenas da comunidade aqui do entorno no Morumbi, mas também do Jardim Panorama, que a gente abraça e inclui de maneira muito significativa aqui na nossa paróquia, tanto na parte catequética quanto na parte das celebrações”, falou o catequista, Thiago Fernandes.
A devoção na região surgiu na década de 1950, mas a paróquia foi criada oficialmente em março de 1965.
O aumento no número de fiéis foi tanto que, na década de 1970, um novo templo precisou ser construído. “Então existe a devoção já pela tradição e são santos assim muito conhecidos na Igreja, populares e muito amados pelo povo de Deus e sobretudo aqui pelos paroquianos da nossa paróquia. Esse o objetivo maior da devoção aos santos é sobretudo imitá-los. Claro que podemos pedir graça, sem dúvida, até fizemos o tríduo, mas a importância maior é sobretudo imitar a vida deles”, disse o pároco da Igreja São Pedro e São Paulo, padre Antonio Cesár Torres.
O apóstolo que recebeu de Jesus a chave do reino dos céus e a missão de conduzir a Igreja também é conhecido como padroeiro dos pescadores. Pedro se tornou o grande líder e pregador, conduzindo a Igreja até o seu martírio por volta do ano de 67 depois de Cristo.
“O problema não é o homem pecar, é permanecer no pecado. E Pedro deu esse grande esse grande modelo para nós de queda, de negação, mas também de ascensão e ao mesmo tempo de arrependimento”, retomou o padre.
Humanidade e testemunho que inspiram Thiago na sua missão de catequista. “Eu acho que Pedro é um retrato nosso. É uma pessoa que tem muita paixão, muita vontade, mas muita fraqueza. Quer fazer, mas não consegue, nega Jesus três vezes, depois fica triste quando Jesus pergunta para ele três vezes se o ama. Então é uma pessoa muito passional. Eu acho que em Pedro a gente percebe a humanidade completamente falível dele. Com isso nós nos aproximamos muito da natureza de Pedro. Porque é a nossa, afinal das contas Retrato nosso”, concluiu Thiago.




