Cidadãos doam e profissionais destacam mudança na vida daqueles que recebem
Uma bolsa de sangue pode fazer diferença para quem está à espera de uma transfusão. Em São Paulo, uma campanha reuniu voluntários na Diocese de Campo Limpo e chamou a atenção para a importância de manter os estoques dos hemocentros abastecidos.
Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira
Suelen veio ao pátio da catedral de Campo Limpo para praticar um ato de amor ao próximo: doar sangue. “Tão legal essa sensação, de vir doar, salvar vidas, e também está dentro da Igreja”, disse a técnica de segurança do trabalho.
Essa é a sexta vez que a Diocese de Campo Limpo promove a campanha de doação de sangue.
Além de ajudar os hospitais com a coleta das doações, a iniciativa visa incentivar muitos a tornarem esse ato um hábito. “Fomos procurados pelo hemocentro, por meio de outras dioceses que faziam na época. Nosso bispo na época aceitou e nós demos essa iniciação”, contou a coordenadora da Pastoral da Saúde da Diocese de Campo Limpo, Maria Benícia Alves.
Pelo menos 100 pessoas eram aguardadas para fazer a doação na catedral nesta quinta-feira. “Uma única doação pode salvar até quatro vidas. A gente fala isso porque esse sangue vai ser separado. Os componentes do sangue vão ser separados e a gente vai direcionar para as necessidades do paciente, seja a hemácia, seja a plaqueta, seja o plasma”, contou a médica clínica, Ane Martinez.
Para doar sangue é preciso estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam estar acompanhados ou apresentar a autorização exigida pelo centro.
As doações podem ser feitas nos emocros de todo o Brasil. “Hoje a gente tem aproximadamente 1.7% da população fazendo uma doação recorrente. A gente precisa em torno de 2 a 3% da população nacional fazendo uma doação recorrente pra gente manter os bancos de sangue com estoques estáveis”, ressaltou ela.
Para Claudete, poder praticar esse gesto de solidariedade no ambiente da Igreja torna a experiência ainda mais especial. “Um sangue que eu dou, a gente salva muitas vidas. E o banco de sangue tá vazio e é muito importante, é um bem pro próximo”, disse a cozinheira Claudete da Silva.
“A Palavra já diz isso. É doar de coração, doar por amor”, comentou o eletricista Antônio de Almeida.
“Evangelho de Jesus que fala de doar a vida ao próximo. E esse é um é um gesto concreto. De doação. Imagina doar o sangue. O sangue para quem está precisando no sentido de devolver a saúde às pessoas”, concluiu o bispo diocesano de Campo Limpo, Dom Valdir José de Castro.




