Missionário italiano, padre Nazareno escolheu o Brasil como terra de missão; sacerdote foi martirizado em 2001
Da Redação, com CNBB

Padre Nazareno Lanciotti / Foto: Diocese São Luiz de Cáceres
O missionário italiano padre Nazareno Lanciotti será beatificado no dia 13 de junho, na cidade de Jauru (MT), onde atuou por 30 anos com intenso trabalho de evangelização, e onde sofreu o martírio em 2001. O anúncio foi feito pelo bispo da diocese de São Luiz de Cáceres, Dom Jacy Diniz Rocha, no último dia 24.
A celebração solene será presidida pelo prefeito do Dicastério para a Causa dos Santos, Cardeal Marcello Semeraro, que representará o Papa Leão XIV na cerimônia. Haverá transmissão ao vivo da Canção Nova Cuiabá pelo Youtube.
“A beatificação do padre Nazareno Lanciotti representa um momento histórico de fé, reconhecimento e gratidão pela sua vida e testemunho cristão, reunindo fiéis, autoridades eclesiásticas e peregrinos de diversas regiões”, escreveu Dom Jacy no comunicado.
Aos fiéis, a novidade foi anunciada em primeira mão durante o 37º Retiro Nacional do Movimento Sacerdotal Mariano, realizado em Jauru, entre os dias 19 e 22 de fevereiro. Em comemoração aos 25 anos de seu martírio, também aconteceu o solene translado de seus restos mortais, em um gesto de fé e gratidão.
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Padre Nazareno Lanciotti
Missionário italiano que escolheu o Brasil como terra de missão, padre Nazareno dedicou mais de 30 anos ao serviço dos mais necessitados, fundando comunidades, escolas e obras sociais. Membro do Movimento Sacerdotal Mariano desde 1987, viveu profundamente consagrado ao Imaculado Coração de Maria, deixando um legado de fidelidade, oração e amor à Igreja.
Nascido em Roma em 3 de março de 1940, padre Nazareno Lanciotti era sacerdote diocesano, ordenado em 1966. Após exercer seu ministério em Roma por alguns anos, conheceu a Operação Mato Grosso e, em 1971, chegou ao Brasil. Fixou-se na aldeia de Jauru, na fronteira com a Bolívia, e ali iniciou um fecundo apostolado, desenvolvendo durante trinta anos um trabalho missionário, sustentado pela Eucaristia e pela devoção a Virgem Maria.
Fundou uma paróquia, que dedicou a Nossa Senhora do Pilar. Criou cinquenta e sete comunidades eclesiais rurais, onde instituiu a adoração eucarística cotidiana, e um dispensário que, mais tarde, se tornou um dos hospitais mais ativos da região. Construiu a casa de repouso para idosos “Coração Imaculado de Maria”, abriu uma escola com centenas de crianças, às quais também fornece comida, instituiu um seminário menor.
Em 1987, ingressou no Movimento Sacerdotal Mariano e, nomeado diretor nacional para o Brasil, realizou viagens frequentes para organizar encontros de oração. Também se dedicou aos mais pobres e se engajou na luta contra várias formas de injustiça e opressão, como os projetos dos mercantes da prostituição e do tráfico de drogas.
Seu trabalho pastoral revelou-se incômodo e na noite de 11 de fevereiro de 2001, enquanto terminava o jantar com alguns colaboradores, foi gravemente ferido por dois criminosos encapuzados que entraram em sua casa. Morreu em 22 de fevereiro, aos 61 anos.




