Fraternidade e moradia é o tema deste ano e leva a refletir sobre igualdade
Instituído pela Assembleia Geral da ONU, o Dia Mundial da Justiça Social é um chamado à promoção da justiça e ao enfrentamento das desigualdades. Neste contexto, a Igreja no Brasil também propõe uma reflexão concreta por meio da Campanha da Fraternidade 2026.
Reportagem de Júlia Rezende e Ersomar Ribeiro
Em um mundo marcado por desigualdades sociais, moradia precária e exclusão, a busca por justiça não é apenas uma pauta internacional, mas também um compromisso cristão.
Publicado a pedido de São João Paulo II, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja reúne os ensinamentos que orientam a ação social à luz do Evangelho. “A Igreja entende que a busca do bem comum e também da dignidade da pessoa humana é uma ação que todos nós devemos nos envolver, buscando justiça social para que todos tenham uma vida digna”, refletiu o advogado especialista em direito político, Marcelo José Ortega.
Neste ano, a encíclica Rerum Novarum completa 135 anos de publicação. Escrita pelo Papa Leão XI, o documento é considerado um marco da Doutrina Social da Igreja e um importante alicerce na reflexão sobre a justiça social celebrada hoje, expressando a esperança na construção de uma sociedade mais justa.
Para o Papa Leão XIV, a Doutrina social da Igreja não é um conjunto fechado de ideias, mas um caminho vivo de reflexão em busca da verdade, fundamentada no diálogo com a realidade e na amizade social.
Em sintonia com a proposta da Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema “Fraternidade moradia”, este é o momento oportuno para exercer a justiça social diante das mais diversas desigualdades com a falta de moradia. “Se não tivermos um empenho de toda a sociedade, vamos continuar gerando desigualdade social. E é preciso enfrentar isso”, confirmou o secretário-geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers.




