EXPOSIÇÃO PERMANENTE

Belo Horizonte ganha relíquia de primeiro grau de Santa Inês

Paroquianos testemunham e admiram vida da santa e milagres realizados

Em Minas Gerais, devotos de Santa Inês celebraram a chegada da relíquia de primeiro grau da padroeira da pureza, da castidade e da juventude. O ícone ficará exposto, permanentemente, em uma paróquia de Belo Horizonte.

Reportagem de Léo Apolinário e Daniel Camargo

 

A celebração reuniu a comunidade para a entronização da relíquia, um fragmento do osso de Santa Inês que permanecerá exposto para veneração e oração dos fiéis.

“Antes recorríamos a ela através da imagem da oração. Agora sim nós podemos nos dirigir à relíquia vendo, sentindo a presença física dela”, falou a professora, Margarida Maria Ferreira. 

“Muita benção para nossa paróquia. Que bênçãos a gente recebe todo dia. A gente não presta atenção”, contou a Ministra da Eucaristia, Eloisa Helena Dolabela Amorim. 

Santa Inês viveu no século IV. Filha de uma família romana, fez voto de castidade ainda muito jovem. Denunciada por professar a fé cristã, foi presa e martirizada depois de recusar o casamento com o filho do prefeito de Roma. A jovem tornou-se uma das santas mais veneradas da Igreja. 

A relíquia que chega a Belo Horizonte foi doada pela Arquidiocese de Salerno, no sul da Itália. “É uma relíquia de primeiro grau, ou seja, um pedacinho do osso da nossa padroeira”, apontou da Paróquia Santa Inês(BH), padre Carlos Roberto Cremonezi.

A chegada da relíquia também renova histórias de fé. O motorista Flávio guarda a lembrança da graça que acredita ter alcançado pela intercessão de Santa Inês depois de enfrentar problemas cardíacos. “Durante essa recuperação, o padre me visitou lá, inclusive com para abençoar sobre isso, da unção. Então, rezei muito para Santa Inês e hoje com a presença, principalmente com a presença da da relíquia, é bater o joelho no chão e rezar muito por ela mesmo”, testemunhou o motorista, Flávio Paixão.

A relíquia é mais do que um objeto histórico, é a materialização do testemunho de fé de Santa Inês. A expectativa é que a Igreja receba cada vez mais peregrinos em busca do fortalecimento da fé e da esperança.

“Com esta relíquia, ou seja, esse pedacinho da nossa santinha, vem nos reforçar o nosso compromisso de evangelho, que é sermos uma Igreja aberta a acolhimento, à escuta e sermos testemunhas do amor do Pai por todos nós”, confirmou ele.

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