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Arquidiocese de São Paulo lança orientações para evangelização digital

A Arquidiocese de São Paulo lançou um documento com orientações sobre o uso de redes sociais nas paróquias. Responsabilidade no gerenciamento do perfil e instruções do uso da inteligência artificial estão entre as diretrizes.

Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira

Muita gente já sabe que usar as redes sociais pode trazer um alcance grande, transmitindo uma mensagem para milhões de pessoas. Mas como usar esse recurso para evangelizar?

Segundo o sociólogo Francisco Borba Ribeiro, “é importante que a Igreja seja capaz de responder a esses novos tempos, criando canais de comunicação que anunciam o Evangelho e propõem uma vida em comunidade também através das redes sociais”. 

Para trazer direcionamentos sobre o uso correto de redes sociais pelas paróquias na evangelização, a Arquidiocese de São Paulo lançou as Diretrizes Pastorais para o Apostolado nas Mídias Digitais. O documento traz orientações que vão desde a responsabilidade no gerenciamento do perfil de uma paróquia até a instrução de uso de recursos da inteligência artificial.

O assessor de comunicação da Arquidiocese de São Paulo, Fernando Geronazzo, pontua que “as diretrizes vêm com essa proposta pastoral, mas ao mesmo tempo de criar uma consciência da comunicação institucional da arquidiocese”.

“Quando nos colocamos no ambiente digital e dizemos ‘Eu sou católico, eu sou cristão’, nós indiretamente estamos falando em nome da Igreja, porque aquele que está do outro lado vai nos olhar como um exemplo do que é a Igreja”, reforça Ribeiro.

Sobre a inteligência artificial, o documento destaca seus limites nas redes sociais. “Uma coisa é usar como ferramenta para melhorar o texto, para aprofundar alguma informação, mas é importante que as pessoas saibam que algo foi produzido por inteligência artificial e sobretudo em relação à manipulação de imagens”, sublinha Geronazzo. “É preciso ter um cuidado porque a inteligência é realista”, salienta, 

O documento com as diretrizes está disponível no site da Arquidiocese de São Paulo e visa também ser inspiração para outras regiões. “É fundamental que a Igreja produza documentos que orientem os católicos — sejam eles padres, leigos, lideranças ou o último chegado — a usar bem essas redes sociais para anunciar a Cristo, de fato, e para não anunciar a si próprio”, conclui Ribeiro.

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