DESASTRES NATURAIS

Arcebispo de Moçambique oferece solidariedade às vítimas de enchente

O Arcebispo João Carlos Hatoa Nunes, de Maputo, expressa a proximidade e o apoio da Igreja às pessoas afetadas pelas fortes inundações que atingiram Moçambique

Da redação, com Vatican News

Fortes chuvas que caem desde meados de dezembro e inundaram grandes áreas de Moçambique / Foto: Amilton Neves – Reuters

Moçambique foi recentemente afetado por fortes chuvas e inundações, que destruíram casas e desalojaram milhares de pessoas. Em resposta, o Arcebispo João Carlos Hatoa Nunes dirigiu uma mensagem de apoio aos fiéis e a todas as pessoas de boa vontade.

O Arcebispo de Maputo expressou a sua “solidariedade, proximidade e esperança” a todos os afetados pela calamidade. “Há inúmeras famílias desalojadas, pessoas que perderam os seus pertences, os seus meios de subsistência e, em alguns casos, entes queridos”, enfatizou.

O purpurado confiou “todos os afetados à intercessão maternal de Nossa Senhora, mãe da esperança e da consolação, para que ela console os que choram, fortaleça os que perderam tudo e ampare os que trabalham para ajudar as vítimas”.

As chuvas torrenciais e as inundações têm afetado o sul da África, especialmente Moçambique, África do Sul e Zimbabué.

Mais de 100 pessoas morreram nos três países, sendo as regiões sul e central de Moçambique particularmente atingidas. Mais de 300 mil pessoas foram deslocadas na província de Gaza, no país, de acordo com a Associated Press.

Comerciante moçambicano atravessa a enchente após semanas de chuva que prejudicaram seu negócio / Foto: Reprodução Reuters

As inundações não são apenas um fenômeno natural

Inspirando-se na Palavra de Deus, que nos lembra no Primeiro Livro de Samuel que “a obediência é melhor do que o sacrifício”, o Arcebispo Nunes enfatizou que essa mesma Palavra nos fala através da realidade que vivemos.

“As inundações não são apenas um fenômeno natural; elas nos desafiam como indivíduos, comunidades e sociedade, chamando-nos à responsabilidade, ao discernimento, ao cuidado com a nossa casa comum e à atenção aos mais vulneráveis”, destacou.

O arcebispo acrescentou que Deus nos fala por meio do clamor dos pobres e daqueles que sofrem, e ignorar essa voz tem consequências.

Traduzindo a fé em gestos de solidariedade

O Arcebispo de Maputo afirmou que este não é o momento para acusações estéreis ou retórica divisiva, mas sim “um momento de conscientização, conversão e compromisso, para uma fé que se traduza em gestos concretos de amor e solidariedade”.

Ele explicou que é nesse espírito que a Cáritas Arquidiocesana de Maputo está realizando uma campanha de arrecadação de fundos – contando com a generosidade dos cristãos e de todas as pessoas de boa vontade – com o objetivo de aliviar o sofrimento de tantas famílias afetadas.

O arcebispo encorajou paróquias, comunidades, grupos e todos os fiéis da Arquidiocese a continuarem se mobilizando, promovendo gestos simples, porém eficazes, de assistência fraterna.

“Todos podem dar sua contribuição, por menor que seja; cada gesto conta, cada ato de partilha é um sinal de esperança para aqueles que perderam quase tudo”, escreveu ele.

As chuvas

As fortes chuvas que caem desde meados de dezembro inundaram grandes áreas das províncias de Gaza, Maputo e Sofala, com diversas bacias hidrográficas ultrapassando os níveis de alerta e a liberação de água das barragens aumentando ainda mais a pressão sobre as regiões baixas já encharcadas, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

As autoridades estimam que mais de 400 mil pessoas foram afetadas, número que deve aumentar com a persistência das chuvas.

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