Com indulgência plenária

Ano jubilar marca os 800 anos da morte de São Francisco de Assis

Celebração na Basílica de Santa Maria dos Anjos marcou início da última etapa de comemorações ligadas ao santo italiano; Papa proclamou ano jubilar especial

Da Redação, com Vatican News

A imagem mostra as autoridades religiosas e fiéis reunidos na Porciúncula, dentro da Basílica de Santa Maria dos Anjos

A celebração realizada no sábado, 10, na Basílica de Santa Maria dos Anjos em Assis / Foto: Reprodução Ordo Fratum Minorum

A Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis, recebeu no sábado, 10, a celebração que marcou o início do 8º centenário da morte de São Francisco de Assis.

Essa é a última etapa do grande caminho jubilar franciscano que culminará nos dias 3 e 4 de outubro – datas que marcam a morte e a festa do Pobrezinho de Assis, respectivamente. Em 2023, celebram-se os 800 anos da aprovação da Regra Franciscana e da criação do presépio; em 2024, foi comemorado o aniversário do dom dos estigmas de Cristo; e, em 2025, o 8º centenário da composição do Cântico das Criaturas.

A celebração começou às 10h do horário local com a saudação do guardião da Basílica de Santa Maria dos Anjos, frei Massimo Travascio. Em seguida, houve a procissão guiada pelo presidente do rito, frei Francesco Piloni, ministro provincial dos Frades Menores da Úmbria e da Sardenha, juntamente com os seis ministros gerais (dos Frades Menores, Frades Menores Conventuais, Frades Menores Capuchinhos, Ordem Franciscana Regular, Terceira Ordem Regular e Conferência Franciscana Internacional dos Irmãos e Irmãs da Terceira Ordem Regular).

O arcebispo-bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino e de Foligno, Dom Domenico Sorretino, e o prefeito de Assis, Valter Stoppini, dirigiram-se à Capela do Transito segurando uma vela apagada nas mãos, que depois foi acesa na Vela Pascal, símbolo de Cristo Ressuscitado. A partir daí, a luz foi levada às seis estações laterais da basílica, cada uma delas confiada a um dos seis ramos da família franciscana.

Reflexões e mensagem do Papa

Para a ocasião, a Penitenciaria Apostólica concedeu a indulgência plenária. Além disso, o Papa Leão XIV saudou o evento com uma mensagem aos ministros gerais da Conferência da Família Franciscana, na qual escreve: “a paz é a soma de todos os bens de Deus, um dom que desce do Alto. Que ilusão seria pensar em construí-la apenas com as forças humanas”.

Na sequência da celebração, houve um momento de reflexões. Por turnos, os ministros gerais dirigiram-se às seis estações laterais da basílica, percorrendo idealmente os passos cruciais do Testamento que São Francisco deixou aos seus frades antes de morrer, a sua herança espiritual.

Misericórdia, oração, fraternidade, trabalho, paz e bênção foram os temas das meditações, acompanhadas por um texto das Fontes Franciscanas ou do Evangelho e pela escuta de um testemunho.

Ao final da cerimônia, foi lida a mensagem enviada pelo Santo Padre. Dom Sorrentino, emocionado, anunciou seu sucessor à frente da diocese: o arcebispo de Benevento, Dom Felice Accrocca, nomeado por Leão XIV no sábado, 10.

Ano Jubilar Franciscano

Foi também comunicada a promulgação do decreto pelo qual o Papa institui um Ano Jubilar Franciscano especial, de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027. Durante o período, todos os fiéis cristãos são convidados a seguir o exemplo de São Francisco de Assis, tornando-se modelos de santidade de vida e testemunhas incansáveis da paz.

A Penitenciaria Apostólica concede a indulgência plenária, nas condições habituais, a todos aqueles que participarem devotamente deste Jubileu extraordinário, que representa uma continuação ideal do Jubileu Ordinário de 2025. Este Ano Jubilar se estende a todos os fiéis que, com o coração desligado do pecado, visitarem em forma de peregrinação qualquer igreja conventual franciscana ou local de culto dedicado a São Francisco em qualquer parte do mundo.

Os idosos, os doentes e aqueles que, por motivos graves, não podem sair de casa, poderão igualmente obter a indulgência plenária unindo-se espiritualmente às celebrações jubilares e oferecendo a Deus suas orações, suas dores e seus sofrimentos.

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