Carta aos consagrados dos EUA

Vida comunitária exige amor e partilha de tudo, afirma Papa

Leão XIV enviou uma carta à assembleia da Conferência dos Superiores Maiores das Ordens Religiosas Masculinas, que termina nesta quinta, 23, em Phoenix

Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV sorri e acena aos fiéis durante aparição em Castel Gandolfo, vestindo batina branca, solidéu e cruz peitoral.

Papa Leão XIV acena aos fiéis em Castel Gandolfo /Foto: Maria Grazia Picciarella / SOPA via Reuters

O Papa Leão XIV enviou nesta quarta-feira, 22, uma carta aos líderes das congregações religiosas masculinas, comunidades monásticas e institutos religiosos dos Estados Unidos que estão reunidos em assembleia nacional há três dias em Phoenix, capital do estado do Arizona, no sudoeste do país.

A reflexão deste ano parte do tema “Unidos em Cristo: a vida comunitária hoje”, em um contexto inclusive analisado pelo próprio Pontífice em mensagem pelos 250 anos de fundação dos EUA de 4 de julho, quando afirmou que “precisamos uns dos outros e trabalhar juntos pela unidade” para enfrentar os desafios atuais.

A Conferência dos Superiores Maiores das Ordens Religiosas Masculinas (CMSM), que representa mais de 200 comunidades e províncias monásticas para apoiar mais de 16 mil sacerdotes e irmãos religiosos, está explorando durante estes dias modos significativos para reforçar e renovar a colaboração de todos para a vida comunitária.

Os 70 anos da CMSM

Na carta, dirigida ao diretor-executivo da CMSM, Irmão Frank Donio, Leão XIV o congratula pelos 70 anos de aniversário da Conferência, “um momento oportuno para agradecer a Deus pelas graças recebidas durante esses anos”. A organização nacional, reconhecida pela Santa Sé, foi fundada em 27 de setembro de 1956 a partir de um próprio pedido de Papa Pio XII e canonicamente instituída três anos depois. Atualmente, a CMSM está organizada em seis regiões do país para ser a voz comum dos superiores maiores a partir dos seus membros e promover o diálogo com a Conferência Episcopal dos EUA e outros grupos da Igreja e da sociedade.

Em seus esforços para proporcionar “um espaço de diálogo e apoiar a liderança” das suas comunidades, escreveu o Papa na carta datada de 16 julho, “vocês ajudaram a reforçar o testemunho público dos homens consagrados que dedicam suas vidas ao serviço do Evangelho”.

Vida comunitária como lugar de santificação

Ao refletir sobre o tema da assembleia deste ano, o Pontífice encorajou a considerar a vida comunitária “como um lugar de santificação e uma fonte de inspiração, testemunho e força em seu apostolado”. E, recordando a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata de 1996, de João Paulo II, dirigida ao episcopado e ao clero, às ordens e congregações religiosas, às sociedades de vida apostólica, aos institutos seculares e a todos os fiéis sobre a Vida Consagrada e a missão na Igreja e no mundo, o Papa Leão XIV finalizou a carta enaltecendo a vida fraterna no amor que exige disponibilidade para o serviço, prontidão no acolhimento e capacidade de perdoar.

“É precisamente através da partilha de tudo em comum — incluindo bens materiais, experiências espirituais, ideais apostólicos e serviço caritativo — que a presença mística do Senhor ressuscitado se manifesta entre vocês. Confio que estes dias de reflexão, diálogo e oração lhes permitam discernir caminhos para aprofundar a comunhão fraterna, tanto no seio de seus institutos quanto entre eles, e que, assim, possam continuar a oferecer um testemunho unido, alegre e autêntico de Cristo nas diversas comunidades e apostolados onde atuam”, escreveu.

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