Leão XIV expressou satisfação com o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de um cessar-fogo de duas semanas
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV durante Catequese desta quarta-feira, 8/ Foto: REUTERS/Remo Casilli
Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, 8, o Papa Leão XIV expressou “satisfação” com o anúncio feito na noite de terça-feira, 7, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estender por duas semanas o prazo do ultimato ao Irã. A decisão veio poucas horas após o líder norte-americano alertar para uma possível ação “irreversível” contra a República Islâmica, capaz de “aniquilar” toda uma civilização.
As declarações aumentaram a tensão internacional e provocaram apreensão também no Pontífice. Na mesma noite, diante de sua residência em Castel Gandolfo, o Papa classificou o cenário como uma “ameaça inaceitável”. Na ocasião, exortou os fiéis a rezarem e a se mobilizarem, incentivando o contato com membros do Congresso e outras autoridades: “Não queremos guerra, queremos paz”.
Diálogo e negociação
Em meio a um cenário ainda incerto, a paz — que parecia distante — dá agora um tímido passo com o anúncio da trégua, ainda que o Líbano permaneça fora do acordo. Paralelamente, seguem em curso as negociações para um possível entendimento de longo prazo entre Estados Unidos e Irã, incluindo questões sensíveis como o Estreito de Ormuz.
Diante de milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro, Leão XIV acolheu “com satisfação” o período de duas semanas de cessar-fogo, que ocorre após “horas de grande tensão para o Oriente Médio e para o mundo inteiro”. Para o Papa, trata-se de “um sinal de viva esperança”.
“Somente por meio do retorno às negociações será possível alcançar o fim da guerra. Exorto todos a acompanharem este delicado trabalho diplomático com a oração, na esperança de que a disposição ao diálogo se torne instrumento também para a resolução de outros conflitos no mundo”, afirmou.
Convite para a Vigília pela Paz
A expectativa do Pontífice é que o caminho do diálogo — reiteradamente defendido por ele — possa se consolidar como modelo para a superação de outros conflitos que atingem o mundo.
Por fim, o Papa renovou o convite a fiéis e a todas as pessoas de boa vontade para participarem da Vigília de Oração pela Paz, anunciada no Domingo de Páscoa, durante a mensagem Urbi et Orbi, na sacada central da Basílica de São Pedro. O encontro segue a tradição de outras iniciativas semelhantes promovidas ao longo dos anos, inclusive a vigília de 11 de outubro de 2025, presidida por Leão XIV na Praça São Pedro.
“Reitero o convite a todos para se unirem a mim na vigília de oração pela paz, que celebraremos na Basílica de São Pedro no sábado, 11 de abril”, concluiu.




