ANGELUS

Papa: “não há culto autêntico a Deus sem o cuidado da carne humana”

Antes de rezar o Angelus neste domingo, 4, Leão XIV destacou como mistério do Natal aponta para compromisso com Deus e a dignidade humana

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilustra o Papa Leão XIV durante a oração do Angelus. Ele está com suas habituais vestes pontifícias e a mão direita erguida enquanto fala diante de um microfone e um púlpito com algumas folhas de papel.

Papa Leão XIV durante o Angelus deste domingo, 4 / Foto: IMAGO/Catholic Press Photo via Reuters

O Papa Leão XIV rezou, junto aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, a oração do Angelus neste domingo, 4. Iniciando o momento com a renovação dos votos de um feliz Natal, o Pontífice recordou que no dia 6 de janeiro será concluído o Jubileu da Esperança com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro.

Segundo o Santo Padre, o mistério do Natal relembra os fiéis de que o fundamento da esperança é a encarnação de Deus. “Com efeito, a esperança cristã não se baseia em previsões otimistas ou cálculos humanos, mas na escolha de Deus vir partilhar o nosso caminho, para que nunca estejamos sós na travessia da vida”, declarou.

“Esta é a obra de Deus: em Jesus, Ele tornou-se um de nós, escolheu ficar junto de nós, quis ser para sempre o Deus-conosco”, ressaltou Leão XIV. Diante disso, se por um lado a vinda de Jesus reaviva a esperança, por outro lado confere aos homens um “duplo compromisso” – um para com Deus e outro para com o ser humano.

Dignidade humana

O primeiro compromisso, para com Deus, se dá porque Ele se fez carne, escolhendo a fragilidade humana como Sua morada. “Então somos sempre chamados a repensar Deus a partir da carne de Jesus e não de uma doutrina abstrata”, explicou o Papa.

“Devemos sempre rever a nossa espiritualidade e as formas de expressar a fé, para que sejam verdadeiramente encarnadas, ou seja, capazes de pensar, rezar e anunciar o Deus que em Jesus vem ao nosso encontro: não um Deus distante que vive num céu perfeito acima de nós, mas um Deus próximo que habita a nossa terra frágil, se faz presente no rosto dos irmãos e se revela nas situações do dia a dia”, complementou o Pontífice.

O segundo compromisso, por sua vez, baseia-se na coerência: se Deus tornou-Se humano, cada homem é um reflexo Seu, trazendo em si a Sua imagem. “Isto convida-nos a reconhecer em cada pessoa a sua dignidade inviolável e a exercitar-nos no amor mútuo, uns para com os outros”, apontou o Santo Padre.

“A encarnação exige também de nós um compromisso concreto com a promoção da fraternidade e da comunhão, para que a solidariedade se torne o critério das relações humanas; com a justiça e a paz; com o cuidado dos mais fracos e a defesa dos mais vulneráveis: Deus fez-se carne, por isso não há culto autêntico a Deus sem o cuidado da carne humana”, concluiu Leão XIV.

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.: Íntegra das palavras do Papa Leão XIV no Angelus

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