Maria Giselda Villela, conhecida como “Mãezinha”, tem trajetória marcada pela oração, escuta e fortaleza espiritual
Da Redação, com informações de Boletim da Santa Sé e Carmelo da Sagrada Família

Montagem de fotos com a Serva de Deus Maria Giselda Villela e, ao fundo, o Carmelo da Sagra Família de Pouso Alegre (MG) /Fotos: Divulgação Vatican News e Carmelo da Sagrada Família
A fundadora do Carmelo da Sagrada Família de Pouso Alegre (MG), Maria Giselda Villela, teve suas virtudes heroicas reconhecidas pelo Papa Leão XIV nesta quinta-feira, 22. Com a promulgação do decreto, a religiosa passa a ser oficialmente reconhecida pela Igreja como Serva de Deus, etapa decisiva no processo de canonização. Sua vida foi marcada pela oração, pelo silêncio, pelo recolhimento e pela escuta atenta dos fiéis que a procuravam.
Nascida em 8 de julho de 1909, em Maria da Fé (MG), Maria Giselda conviveu desde a infância com sérias limitações de saúde, especialmente um câncer na perna diagnosticado aos quatro anos. Apesar disso, movida por um profundo fascínio por Cristo, renunciou aos projetos pessoais e ingressou no Carmelo de Campinas (SP), em 1929, onde recebeu o nome religioso de Maria Imaculada da Santíssima Trindade.
Mesmo sendo a mais jovem do grupo fundacional e enfrentando fragilidade física permanente, foi nomeada priora do Carmelo da Sagrada Família de Pouso Alegre, do qual foi fundadora. Conhecida pelo povo e pelas irmãs como “Mãezinha”, destacou-se pela fortaleza espiritual com que conduziu a comunidade, dedicando-se à formação das religiosas, à administração da casa e ao acolhimento de pessoas de diferentes origens que buscavam seus conselhos e orações. Nos últimos anos de vida, promoveu e acompanhou de perto a fundação do Carmelo de Campos, sem ter sido sua fundadora direta. Faleceu em 1988, deixando fama de santidade.
O título de Serva de Deus marca o início oficial do processo canônico rumo à canonização, mas não significa ainda culto público ou reconhecimento nos altares. Após essa fase, a causa pode avançar para a declaração de Venerável; depois para a beatificação, mediante a comprovação de um milagre por sua intercessão; e, por fim, para a canonização, com a confirmação de um segundo milagre.
Outros decretos promulgados
No mesmo decreto, o Papa Leão XIV autorizou ainda a promulgação de outros reconhecimentos: o milagre atribuído à intercessão da venerável Maria Ignazia Isacchi, fundadora das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus de Asola; o martírio do sacerdote franciscano Augusto Raffaele Ramírez Monasterio, morto por ódio à fé na Guatemala; e o reconhecimento das virtudes heroicas de Maria Tecla Antonia Relucenti, Crocifissa Militerni e do leigo italiano Nerino Cobianchi.




