Papa Leão XIV destacou dom do Batismo e fez apelo pela paz
Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos
Na Festa do Batismo do Senhor, o Papa Leão XIV presidiu missa solene na Capela Sistina , onde seguindo uma antiga tradição iniciada por São João Paulo II, batizou 20 crianças. E ao meio dia, no Vaticano, rezou o Angelus.
A Praça São Pedro reuniu peregrinos de todo o mundo para a oração Mariana do Angelus. Da janela do Palácio Apostólico, o Santo Padre refletiu sobre o batismo de Jesus e afirmou que esta narrativa revela a presença viva da Trindade na história humana.
“Deus não permanece distante da humanidade, mas entra na sua história, tocando a vida, as feridas e as esperanças de cada pessoa”, ressaltou ele.
De acordo com o Santo Padre, o primeiro dos sacramentos é um sinal sagrado que nos acompanha para sempre. Nas horas sombrias, o Batismo é a luz. Nos conflitos da vida e reconciliação. Na hora da morte é a porta do céu.
Ao final, o Papa abençoou as crianças que receberam ou vão receber o batismo durante esses dias em Roma e em todo o mundo, especialmente as que nasceram em circunstâncias difíceis, seja de saúde ou de perigos externos.
O Pontífice clamou pelo Oriente Médio, em particular Irã e Síria, onde as tensões provocam a morte de muitas pessoas. Falou da Ucrânia, onde novos ataques às infraestruturas energéticas afetam civis neste momento em que o frio se torna mais rigoroso. “Rezo por quem sofre, renovo o apelo para que cessem as violências e se intensifiquem os esforços para se chegar à paz”, pediu Leão XIV.
Mais cedo, sob os afrescos de Michelângelo, o Papa presidiu pela primeira vez a missa da festa do Batismo de Jesus, na Capela Sistina. Durante a celebração, 20 crianças, filhos de funcionários do Vaticano, receberam o sacramento da iniciação cristã, uma tradição iniciada em 1981 com João Paulo II.
Na homilia disse que assim como estas crianças receberam a vida dos seus pais no Batismo, recebem o sentido para vivê-la, a fé, e alertou que este bem essencial deve ser buscado imediatamente para aqueles que amamos.
Ao questionar se alguém deixaria recém-nascidos sem roupa ou comida, esperando que fiquem adultos e escolham como se vestir e o que comer, concluiu que se a comida e roupas são necessárias para a vida, a fé é mais do que necessária, porque com Deus a vida encontra salvação, concluiu ele.




