Leão XIV presidiu na tarde deste domingo, 25, as vésperas por ocasião da festa da Conversão de São Paulo e encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV durante celebração das vésperas na Basílica de São Paulo Fora dos Muros / Foto: ALESSIA GIULIANIIPA/Sipa USA via Reuters Connect
O Papa Leão XIV deixou o Vaticano na tarde deste domingo, 25, e foi até a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na zona sul de Roma, para a celebração da festa da conversão de São Paulo. A celebração também marcou o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos no hemisfério Norte.
O Pontífice presidiu as vésperas ao lado de expoentes de outras denominações cristãs. “Ao estarmos reunidos junto dos restos mortais do Apóstolo das Gentes, deste modo nos é recordado que a sua missão é também a missão dos cristãos de hoje: anunciar Cristo e convidar todos a depositarem a sua confiança Nele”, afirmou o Santo Padre em sua homilia.
Leão XIV recordou que Semana que se conclui é um convite anual para todos os cristãos renovarem o compromisso nesta grande missão, conscientes de que as divisões não impedem a luz de Cristo de brilhar, mas “tornam mais opaco o rosto que a deve refletir no mundo”. No Hemisfério Sul, a Semana é realizada entre a Solenidade da Ascensão do Senhor e o Domingo de Pentecostes.
Já somos um!
O Pontífice mencionou a visita que fez à Turquia em novembro passado para celebrar os 1700 anos do Concílio de Niceia: “Recitar juntos o Credo niceno no próprio local onde fora redigido constituiu um testemunho precioso e inesquecível da nossa unidade em Cristo”, afirmou.
Neste ano, a Semana de Oração pela unidade cristã teve como tema um trecho da Carta aos Efésios, em que se ouve repetidamente o qualificativo “um”: um só corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus (cf. Ef 4, 4-6).
“Queridos irmãos e irmãs, como poderão estas palavras inspiradas não nos tocar profundamente? Como poderá o nosso coração não arder perante o seu impacto? (…) Somos um! Já o somos! Reconheçamo-lo, experimentemo-lo, manifestemo-lo!”
Juntos rumo ao Jubileu de 2033
Na esteira do seu predecessor, Papa Francisco, Leão XIV citou a experiência das duas Assembleias do Sínodo dos Bispos de 2023 e 2024, que foram caracterizadas por um profundo zelo ecumênico e enriquecidas pela participação de numerosos delegados fraternos. Ele indicou no caminho sinodal o futuro das relações ecumênicas.
“Considero que este seja um caminho para crescermos juntos no conhecimento mútuo das respetivas estruturas e tradições sinodais. Enquanto aguardamos os 2000 anos da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus em 2033, comprometamo-nos a desenvolver ainda mais as práticas sinodais ecumênicas e a partilhar reciprocamente o que somos, o que fazemos e o que ensinamos”.
Leão XIV também citou as palavras pronunciadas por São João Paulo II em solo armênio em 2001, quando afirmou que “os cristãos devem ter uma profunda convicção interior de que a unidade é essencial não por uma vantagem estratégica ou um ganho político, mas pelo interesse da pregação do Evangelho”.
Gratidão às delegações presentes
Estavam presentes na Basílica de São Paulo Fora dos Muros membros do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e líderes e representantes das várias Igrejas e comunhões cristãs mundiais, como o Metropolita Polykarpos, do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla; o Arcebispo Khajag Barsamian, da Igreja Apostólica Armênia; e o Bispo Anthony Ball, da Comunhão Anglicana. Também participaram da celebração os estudantes do Instituto Ecumênico de Bossey do Conselho Mundial das Igrejas.
Antes de encerrar a sua homilia, o Papa agradeceu a todas as delegações presentes, de modo especial aos membros das Igrejas da Armênia, que prepararam o material para a Semana de Oração deste ano. “Com profunda gratidão, pensamos no corajoso testemunho cristão do povo armênio ao longo da história: uma história em que o martírio foi uma marca constante”, disse o Pontífice, citando o santo catholicos São Nerses Snorkhali “o Gracioso”, que trabalhou pela unidade da Igreja no século XII.




