Em mensagem divulgada no canal Telegram da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa comunicou sua consternação pelo assassinato de Dom Osório Citora Afonso
Da Redação, com Vatican News

Dom Osório Citora e Papa Leão XIV /Foto: Conferência Episcopal de Moçambique; IMAGO/Catholicpressphoto via Reuters
“O Papa Leão XIV tomou conhecimento com pesar do grave ato de violência que causou a morte de Sua Excelência, Dom Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane e Administrador Apostólico de Beira, e une-se em oração ao povo da diocese e de Moçambique neste momento de desorientação, para que o Senhor lhes conceda consolo, para que guarde em seu amor cada homem e cada mulher e detenha a mão dos violentos”. Assim, através do canal Telegram da Sala de Imprensa da Santa Sé, o diretor Matteo Bruni transmitiu ao mundo a consternação do Pontífice, em viagem apostólica na Espanha, pelo assassinato do prelado encontrado morto neste sábado, 6, nas instalações da residência episcopal de Quelimane.
Segundo informações divulgadas em uma coletiva de imprensa pelos responsáveis pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal, o bispo teria sido atingido por vários tiros disparados na região do peito e do coração, que não lhe deixaram nenhuma chance de sobrevivência. Uma investigação foi iniciada.
A dor dos bispos
A dor pela trágica morte foi expressada, em nome de toda a Igreja local, também por Dom Inácio Saúre, arcebispo de Nampula e presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, que, em um comunicado oficial, fez um apelo, neste momento tão difícil, “à fé e à solidariedade fraterna”. Dom Citora Afonso, que atualmente ocupava o cargo de secretário-geral da Conferência Episcopal, foi também oficial do Dicastério para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e as novas Igrejas particulares, no período compreendido entre 2017 e 2023.
Os pêsames do presidente Chapo
Profunda dor e pesar foram expressados pelo presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, que quis destacar que “a morte do prelado representa uma perda irreparável não só para toda a comunidade cristã, mas também para toda a sociedade moçambicana”.




