Leão XIV recebeu os participantes do Congresso Internacional pelos 150 anos da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Gregoriana
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV /Foto: ALBERTO PIZZOLI/Pool via REUTERS
Há 150 anos, a Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Gregoriana forma gerações de estudiosos a serviço da Igreja. Criada em 1876 por vontade do Beato Pio IX e herdeira de uma longa tradição ligada à Companhia de Jesus, a instituição celebra a data com um Congresso Internacional, cujos participantes foram recebidos pelo Papa Leão XIV nesta sexta-feira, 23, no Vaticano. Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que o estudo do direito da Igreja não pode se limitar ao conhecimento das normas, mas deve formar pessoas capazes de compreendê-las à luz do mistério e da missão da Igreja.
Leão XIV recordou que o direito canônico exerce “um serviço essencial na salvaguarda da comunhão eclesial” e é “extremamente necessário à Igreja”. Sua finalidade, acrescentou, é contribuir para uma ordem eclesial na qual seja reconhecido “o primado ao amor, à graça e ao carisma”, favorecendo seu desenvolvimento. Nesse contexto, o Papa frisou que não é possível separar o bem de cada pessoa daquele da comunidade: “O bem da pessoa e o da comunidade eclesial, de fato, não podem existir independentemente um do outro”.
Retomando o programa de estudos da própria Faculdade, segundo o qual “o direito da Igreja deve sempre tender ao bem sobrenatural de cada fiel e à edificação da comunhão eclesial”, Leão XIV fez um apelo aos professores e estudiosos: “Exorto vocês a trabalhar fielmente segundo essa finalidade, isto é, pelo bem sobrenatural das pessoas, que se realiza buscando a verdadeira justiça, nunca separada, na Igreja, da verdade e da misericórdia.”
O Pontífice destacou ainda o papel da Faculdade no serviço à missão petrina e convidou a instituição a oferecer aos estudantes, provenientes de diferentes partes do mundo, uma experiência viva da Igreja como comunhão universal. Ao retornarem às respectivas Igrejas particulares, acrescentou, deverão levar consigo essa experiência como uma riqueza a ser compartilhada e colocada a serviço de suas comunidades.




