Período quaresmal

Papa convida à escuta de Deus: silenciemos um pouco TVs e celulares

No Angelus deste domingo, Leão XIV destacou o valor do silêncio e a força da penitência neste itinerário quaresmal

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

O Papa Leão XIV aparece acenando aos fiéis, de braços abertos, da janela do palácio apostólico

Papa no Angelus deste domingo, 22 / Foto: REUTERS/Vincenzo Livieri

Que neste período quaresmal, os fiéis possam dar espaço ao silêncio para ouvir Deus e que, aliadas à oração, estejam as obras de misericórdia. Esta foi, em resumo, a reflexão do Papa Leão XIV no Angelus deste domingo, 22.

O Evangelho do dia retrata a tentação que Jesus sofreu no deserto. Leão XIV observou que, depois de 40 dias, Jesus sente o peso da sua humanidade e experimenta o mesmo cansaço que o homem vive em seu cotidiano. Mas resistindo ao demônio, ensina como vencer seus enganos.

Acesse
.: Íntegra das palavras do Papa no Angelus de 22 de fevereiro

A força da penitência

Esta liturgia, segundo o Papa, convida a olhar para a Quaresma como um itinerário em que se pode renovar a cooperação com o Senhor, a partir da oração, do jejum e da esmola. Um percurso exigente, reconheceu ele, em que há o risco de desanimar. Neste sentido, a penitência é algo que enriquece a humanidade, purificando-a e fortalecendo-a.

“A penitência, ao mesmo tempo que nos torna conscientes das nossas limitações, dá-nos a força para as superar e, com a ajuda de Deus, viver uma comunhão cada vez mais intensa com Ele e entre nós.”, afirmou.

Leia também
.: Para a Quaresma, conversão do coração e jejum das palavras, pede Papa

O valor do silêncio

Assim, o convite do Papa é para que os fiéis pratiquem a penitência com generosidade, junto com oração e com obras de misericórdia. Ênfase, nesse contexto, para o silêncio, para ajudar a escuta interior e a de Deus.

“Dêmos espaço ao silêncio: silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os smartphones. Meditemos a Palavra de Deus, aproximemo-nos dos Sacramentos; escutemos a voz do Espírito Santo, que nos fala ao coração, e escutemo-nos uns aos outros, nas famílias, nos locais de trabalho, nas comunidades.”

O Papa também pediu que os fiéis se dediquem àqueles que vivem sozinhos, especialmente os idosos, pobres e doentes. “Renunciemos ao supérfluo e partilhemos o que pouparmos com quem carece do necessário. (…) Confiemos o nosso caminho quaresmal à Virgem Maria, Mãe que sempre assiste os seus filhos nas provações.”, finalizou.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content