Leão XIV também rezou a oração mariana com os fiéis na Praça São Pedro
Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos
Roma recebeu, no fim de semana, o último grande evento do Ano Jubilar dedicado aos detentos. No dia do encerramento da programação, o Papa Leão XIV presidiu a missa solene e destacou que nenhum ser humano pode ser reduzido aos próprios erros.
Ao meditar o Ângelus, o Papa refletiu a passagem em que João Batista, preso por sua pregação, se torna sinal de que a profecia, embora acorrentada, continua a ser uma voz livre em busca de verdade e justiça.
De acordo com o Santo Padre, o convite da liturgia é para que nos alegremos, porque Jesus é a nossa esperança, sobretudo nas horas de provação, quando a vida parece perder sentido e tudo é mais sombrio, nos faltam palavras e temos dificuldade em ouvir o próximo.
Mais cedo, na Basílica de São Pedro, o Papa Leão presidiu a missa de encerramento do jubileu dos detentos. O último evento jubilar contou com a inscrição de cerca de 6.000 peregrinos de 90 países e entre eles presos e seus familiares, trabalhadores de penitenciárias, capelães de presídios e policiais.
Na homilia, o Pontífice reconheceu que o cárcere é um ambiente difícil, onde os melhores propósitos encontram inúmeros obstáculos. Motivou a todos a avançar com coragem e espírito de colaboração e completou. “Nenhum ser humano se reduz ao que fez e a justiça é sempre um processo de reparação e reconciliação”, disse ele.
Leão XIV recordou do desejo do Papa Francisco de que, por ocasião do ano santo, fossem também concedidas formas de anistia ou de perdão da pena que ajudem as pessoas a recuperar a confiança em si mesmas e na sociedade e a oferecer a todos oportunidades concretas de reinserção.
O Pontífice disse confiar que em muitos países se dará seguimento a esse desejo e recordou. “Na origem bíblica, o Jubileu era um ano de graça em que a cada um se oferecia de muitas maneiras a possibilidade de recomeçar”, continuou o Papa.
Com coração de pastor, o Santo Padre entende que a tarefa que o Senhor confia aos reclusos e responsáveis pelo mundo carcerário não é fácil. Diante da superlotação e do empenho ainda insuficiente, programas estáveis de reabilitação e oportunidades de trabalho e exortou: “E não esqueçamos o peso do passado, as feridas a corar no corpo e no coração, as desilusões, a paciência infinita que é necessária consigo mesma e com os outros. Quando se empreende um caminho de conversão e a tentação de desistir ou deixar de perdoar”, completou o Santo Padre.
Ao final, o Pontífice expressou que o Senhor continua acima de tudo a nos pedir que uma só coisa é importante. Que ninguém se perca e que todos sejam salvos”, concluiu ele.




