CATEQUESE

Papa: até o sofrimento, vivido junto a Jesus, é caminho para a santidade

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 8, Leão XIV refletiu sobre a vocação universal à santidade e destacou importância da vida consagrada

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilustra o Papa Leão XIV, com suas habituais vestes pontifícias, sobre o papamóvel acenando para os fiéis na Praça São Pedro

Papa Leão XIV acena para fiéis na Praça São Pedro / Foto: REUTERS/Remo Casilli

Prosseguindo com o ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, o Papa Leão XIV refletiu sobre o quinto capítulo da constituição dogmática Lumen Gentium. Diante dos fiéis reunidos na Praça São Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira, 8, o Pontífice abordou a vocação de todos os homens à santidade.

Cada um é chamado a viver na graça de Deus praticando as virtudes e conformando-se com Cristo, destacou o Santo Padre. “A santidade, segundo a constituição conciliar, não é um privilégio para poucos, mas um dom que compromete cada batizado a procurar a perfeição da caridade, isto é, a plenitude do amor a Deus e ao próximo. A caridade é, com efeito, o cerne da santidade a que todos os fiéis são chamados”, explicou.

Segundo Leão XIV, tal disponibilidade de testemunho se concretiza por meio de sinais de fé e de amor na sociedade, comprometendo-se com a justiça, até estar pronto a confessar Cristo com o martírio.

Todos os sacramentos, sobretudo a Eucaristia, promovem uma vida santa. A realidade do pecado, presente em todos os seres humanos, exige a conversão, parte da essência da vida cristã. Mais do que um mero empenho ético, o convite é que cada um empreenda uma séria mudança de vida, confiando-se ao Senhor.

Conselhos evangélicos

Nesta perspectiva, prosseguiu o Papa, a vida consagrada desempenha um papel decisivo. O tema, abordado no sexto capítulo da Lumen Gentium, explora a união com Jesus realizada de modo radical através da pobreza, da castidade e da obediência.

“Estas três virtudes não são prescrições que aprisionam a liberdade, mas dons libertadores do Espírito Santo, pelos quais alguns fiéis se consagram totalmente a Deus”, manifestou o Pontífice. “A pobreza exprime a plena confiança na Providência, libertando do cálculo e do interesse próprio; a obediência toma como modelo o dom de si que Cristo fez ao Pai, libertando da suspeita e da dominação; a castidade é a doação de um coração íntegro e puro de amor, ao serviço de Deus e da Igreja”, acrescentou.

O Santo Padre sinalizou que, ao acolherem esses conselhos evangélicos como estilo de vida, os consagrados testemunham a vocação universal à santidade de toda a Igreja, manifestando plena participação na vida de Cristo até a cruz e sendo sinal profético de um mundo novo.

“É precisamente pelo sacrifício do Crucificado que todos somos redimidos e santificados! Contemplando este acontecimento, sabemos que não há experiência humana que Deus não redima: até o sofrimento, vivido em união com a paixão do Senhor, se torna um caminho para a santidade. A graça que converte e transforma a vida fortalece-nos, assim, em cada provação, apontando-nos não para um ideal longínquo como meta, mas para o encontro com Deus, que se fez homem por amor”, concluiu Leão XIV.

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