Veja como foi a homilia de Leão XIV na festa da Conversão de São Paulo
Na celebração da conversão de São Paulo, o Papa Leão rezou o Angelus e, no final da tarde, em Roma, presidiu as segundas vésperas que encerrou a semana de oração pela unidade dos cristãos no hemisfério norte.
Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos
Os mosaicos da Basílica de São Paulo Fora dos Muros remontam a história da Igreja e representam a sucessão apostólica de Pedro a Leão XIV. O local abriga o túmulo do apóstolo Paulo.
No domingo, a Igreja celebrou sua conversão e o Papa Leão XIV encerrou a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos no Hemisfério Norte. Ao entrar na basílica, o Papa rezou diante do túmulo de Paulo e depois se uniu a representantes de diferentes denominações cristãs, ao clero e aos fiéis.
Na homilia, Leão XIV afirmou que a missão de Paulo é também a missão dos cristãos de hoje. “É tarefa comum dos cristãos dizer ao mundo com humildade e alegria: ‘Olhai para Cristo, aproximai-vos dele.’ O Papa disse ainda que a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos renova a cada ano o compromisso com a missão comum”.
Ao recordar o seu predecessor, Papa Francisco, que observou que o caminho sinodal da Igreja Católica é e deve ser ecumênico, assim como o caminho ecumênico é sinodal, Leão disse considerar que este seja um caminho para que haja o crescimento no conhecimento mútuo das respectivas estruturas e tradições sinodais e acrescentou: “Rumo aos 2000 anos da paixão, morte e ressurreição do Senhor em 2033, comprometemo a desenvolver práticas sinoda ecumênicas e a partilhar o que somos, o que fazemos e o que ensinamos”.
Da janela do Palácio Apostólico, Leão XIV voltou a pedir paz para a Ucrânia. Ele alertou para o sofrimento dos civis e pediu mais esforços para o fim da guerra. “Acompanho com dor o que está acontecendo. Estou próximo e rezo por quem sofre”, completou ele.
Leão XIV saudou os adolescentes da ação católica de Roma. O movimento inspirado no compromisso de oração, ação e sacrifício reforça a devoção à Santa Sé, o estudo da fé, o testemunho da vida cristã e o exercício da caridade. “Com estes adolescentes, oremos pela paz na Ucrânia, no Oriente Médio e em todas as regiões, onde, infelizmente, se combate por interesses que não são os dos povos. A paz se constrói, respeitando os povos”, concluiu o Santo Padre.




