ANGELUS

Papa: a esperança vem do céu para gerar uma nova vida na terra

Leão XIV rezou o Angelus por ocasião da Epifania do Senhor e, em sua reflexão, destacou como a humanidade de Cristo convida os homens à comunhão

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

A imagem ilustra o Papa Leão XIv com suas habituais vestes pontifícias, com a mão esquerda estendida para a frente em gesto de saudação. Ele está diante de um púlpito e um microfone, onde rezou a oração do Angelus.

Papa Leão XIV rezou o Angelus na Solenidade da Epifania do Senhor / Foto: Marco Iacobucci/IPA/Sipa USA via Reuters

O Papa Leão XIV rezou o Angelus nesta terça-feira, 6, por ocasião da Solenidade da Epifania do Senhor. Diante dos fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Pontífice fez uma breve reflexão antes da tradicional oração mariana.

O Santo Padre assinalou como esta solenidade, cujo nome significa “manifestação”, aponta a revelação da vida de Deus no Menino Jesus. Diante deste mistério que deixa de ser oculto, a humanidade pode ter esperança, apesar das muitas tribulações que surgem ao longo do caminho.

Voltando-se para a figura dos Magos, Leão XIV sublinha que ajoelhar-se diante do Menino Jesus significa confessar a verdadeira humanidade, na qual resplandece a glória de Deus. “Em Jesus apareceu a verdadeira vida, o homem vivente, ou seja, aquele que não existe para si mesmo, mas aberto e em comunhão”, expressou.

“A vida divina está ao nosso alcance”, acrescentou o Papa, “manifestou-se para nos envolver no seu dinamismo libertador que dissolve os medos e nos faz encontrar na paz”.

Tecelões de esperança

O Pontífice também destacou os presentes dados pelos Magos ao Menino Jesus – ouro, incenso e mirra. “Não parecem coisas úteis para uma criança”, reconheceu o Santo Padre, “mas expressam uma vontade que, no final do Ano Jubilar, nos faz refletir muito. Aquele que dá muito, dá tudo”.

Segundo Leão XIV, a partida dos Magos, os riscos que correram na jornada e os seus presentes sugerem que tudo, “realmente tudo o que somos e possuímos”, pede para ser oferecido a Jesus. O Jubileu convocou os homens a esta justiça baseada na gratuidade, apelando a reorganizar a convivência e devolver “o que se tem” e “o que se é” aos sonhos de Deus.

“A esperança que anunciamos deve ter os pés bem assentes na terra: vem do céu, mas para gerar uma nova história aqui em baixo”, salientou o Papa. “Que o seu Reino cresça, que as suas palavras se realizem em nós, que os estrangeiros e os adversários se tornem irmãos e irmãs, que em vez das desigualdades haja equidade, que em vez da indústria da guerra se afirme o artesanato da paz. Como tecelões de esperança, caminhemos rumo ao futuro por outro caminho”, concluiu.

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