Durante o Angelus desta quinta-feira, 1º, Leão XIV destacou ação de Deus na vida humana e frisou que a paz é um dom do Senhor que é confiado à responsabilidade dos homens
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Leão XIV acena para fiéis durante o Angelus / Foto: REUTERS/Remo Casilli
Pela primeira vez em 2026, o Papa Leão XIV rezou o Angelus junto aos fiéis reunidos na Praça São Pedro nesta quinta-feira, 1º. Antes da tradicional oração mariana por ocasião da Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus, o Pontífice fez uma breve reflexão sobre a paz.
Nela, dirigiu uma forte exortação à humanidade para renovar o tempo presente, abrindo-o à esperança, à reconciliação e à paz. “À medida que o ritmo dos meses se repete, o Senhor convida-nos a renovar o nosso tempo, inaugurando por fim uma era de paz e amizade entre todos os povos. Sem este desejo de bem, não faria sentido virar as páginas do calendário nem preencher as nossas agendas”, expressou o Santo Padre.
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Recordando o Jubileu que está prestes a terminar, Leão XIV destacou que o Ano Santo ensinou como cultivar a esperança de um mundo novo: convertendo o coração a Deus, de modo a transformar os erros em perdão, a dor em consolação, os propósitos de virtude em boas obras.
“Na verdade, é com este estilo que o próprio Deus habita a história e a salva do esquecimento, dando ao mundo o Redentor: Jesus. Ele é o Filho Unigênito que se torna nosso irmão, ilumina as consciências de boa vontade, para que possamos construir o futuro como um lar acolhedor para todo homem e mulher que vêm à luz”, afirmou o Papa.
O coração de Jesus pulsa por todos
O Pontífice voltou-se para a figura de Maria, a primeira a sentir bater o coração de Cristo. “Desde sempre, Deus, criador bondoso, conhece o coração de Maria e o nosso coração. Fazendo-se homem, Ele revela-nos o seu”, indicou. “Por isso, o coração de Jesus bate por cada homem e cada mulher: por quem está preparado para o acolher, como os pastores, e por quem não o deseja, como Herodes”, complementou o Santo Padre.
Leão XIV salientou que o coração de Cristo não é indiferente àqueles que não têm coração para o próximo: pulsa pelos justos, para que perseverem na sua dedicação, e pelos injustos, para que mudem de vida e encontrem paz.
“O Salvador vem ao mundo nascendo de uma mulher: paremos para adorar este acontecimento, que resplandece em Maria Santíssima e se reflete em cada nascituro, revelando a imagem divina impressa no nosso corpo”, convidou o Papa.
Paz, dom de Deus confiado aos homens
No fim de sua reflexão, o Pontífice convidou todos a rezarem pela paz – em primeiro lugar, pela paz entre as nações ensanguentadas por conflitos e miséria, mas também pela paz nos lares e nas famílias feridas pela violência e pela dor.
Após a oração do Angelus, o Santo Padre voltou a falar da paz, recordando que este é um dom de Deus confiado à responsabilidade humana. “Caríssimos, com a graça de Cristo, comecemos hoje a construir um ano de paz, desarmando os nossos corações e abstendo-nos de qualquer tipo de violência”, concluiu.
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