Tipo de câncer de Santo Padre é comum e tem grande chance de cura
O diagnóstico do Papa Leão XIV trouxe preocupação e muitas dúvidas sobre a saúde do pontífice. Nossa equipe conversou com médicos especialistas para entender melhor a cirurgia e os próximos passos do tratamento.
Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira
Após a cirurgia, o Vaticano disse que o Papa já realizou procedimentos que confirmaram uma evolução pós-operatória regular. “O adenocarcinoma de pulmão é o tipo de câncer de pulmão mais comum que a gente tem hoje em dia. Então eles tinham dois caminhos para seguir: fazer uma biópsia e depois ir pra cirurgia ou ir se tratando de uma suspeita muito grande ir direto pra cirurgia, que foi o que foi proposto para ele”, citou o oncologista e pesquisador do Hospital Beneficiência Portuguesa, Marcelo Corassa.
A cirurgia torácica removeu o lobo inferior do pulmão do Papa. “Nosso pulmão é dividido do lado direito em três lobos e do lado esquerdo em dois. E quando nós temos um câncer comprometendo um dos lobos, a gente remove o lobo inteiro para que a gente tenha uma margem adequada”, contou o presidente da SBCT e coordenador do Centro de ExcelÊncia em Tórax Albert Einstein, Ricardo Terra.
Os resultados mais detalhados dos exames devem definir os próximos passos do tratamento de acordo com especialistas. “Se eventualmente a gente tiver um acometimento de algum desses ganhos, a gente pode fazer um tratamento complementar, quimioterapia. E aí tem algumas novidades, terapia alva, imunoterapia, mas a gente ainda está muito precoce na história para dizer se tem qualquer coisa a ser feita”, retomou Marcelo.
Como a maioria dos tipos de câncer, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença. Segundo o Dr.Ricardo, isso também pode acontecer com o Papa. “E esse tratamento já de forma tão rápida e um tratamento adequado, a gente está falando em taxas de cura muito altas”, concluiu Ricardo.




