AUDIÊNCIA GERAL

“Se Cristo é paciente, o cristão é chamado a ser paciente”, diz Papa

Prosseguindo com ciclo de reflexões sobre vícios e virtudes, Francisco falou sobre a paciência e sua importância na vida espiritual do cristão

Da Redação, com Vatican News

Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 27 / Foto: Jakub Porzycki/NurPhoto via Reuters Connect

Na Audiência desta quarta-feira, 27, o Papa Francisco refletiu sobre a paciência. Ele foi ao encontro dos peregrinos reunidos na Sala Paulo VI (devido à chuva) e deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre vícios e virtudes.

Recordando o Evangelho do domingo, 24, o Santo Padre apontou que Jesus responde ao sofrimento em sua Paixão com uma virtude que, embora não seja incluída entre as tradicionais, é muito importante: a paciência. “Trata-se da resistência daquilo que se sofre: não é por acaso que paciência tem a mesma raiz que paixão”, afirmou.

O Pontífice destacou que na Paixão de Cristo emerge sua paciência, quando ele se deixa ser esbofeteado, condenado injustamente e receber insultos, cuspidas e flagelações, quando ele carrega a cruz e perdoa quem o prega, deixando de responder às provocações para responder com misericórdia.

“Esta é a paciência de Jesus”, sublinhou o Papa, ressaltando que “tudo isto nos diz que a paciência de Jesus não consiste numa resistência estoica ao sofrimento, mas é o fruto de um amor maior”.

Paciência, traço do amor

Francisco também comentou que, diante da infidelidade dos homens relatada na Bíblia, Deus se mostra “lento na ira”. “Em vez de dar vazão ao seu desgosto pelo mal e pelo pecado do homem, revela ser maior, sempre pronto a recomeçar com paciência infinita”, expressou o Santo Padre, complementando que este é o primeiro traço de todo grande amor, que sabe responder ao mal com o bem.

“Poderíamos então dizer que não há melhor testemunho do amor de Cristo do que encontrar um cristão paciente”, pontuou. Contudo, o Pontífice citou também pais, trabalhadores e até doentes que ’embelezam o mundo com uma santa paciência’, reconhecendo que ‘muitas vezes nos falta paciência; normalmente somos todos impacientes’.”

Diante disso, o Papa frisou que a paciência é como uma “vitamina essencial” para que o homem siga em frente. “É difícil manter a calma, controlar os nossos instintos, conter as más respostas, neutralizar discussões e conflitos em família, no trabalho, na comunidade cristã”, sinalizou.

Virtude que dá fôlego à vida

“A paciência não é apenas uma necessidade, é um chamado: se Cristo é paciente, o cristão é chamado a ser paciente.”
– Papa Francisco

Francisco reiterou que “a paciência não é apenas uma necessidade, é um chamado: se Cristo é paciente, o cristão é chamado a ser paciente”. “Isso nos obriga a ir contra a corrente da mentalidade hoje difundida”, prosseguiu, “(…) na qual, em vez de esperar que as situações amadureçam, as pessoas ficam espremidas, esperando que elas mudem instantaneamente”.

O Santo Padre enfatizou ainda que “a pressa e a impaciência são inimigas da vida espiritual: Deus é amor, e quem ama não se cansa, não se irrita, não dá ultimatos, mas sabe esperar”. Dessa forma, convidou os fiéis, durante a Semana Santa, a contemplar o crucifixo para assimilar a sua paciência.

“Por fim, para cultivar a paciência, virtude que dá fôlego à vida, é bom ampliar o olhar. Por exemplo, não estreitando o âmbito do mundo às nossas angústias. É bom abrir-nos com esperança à novidade de Deus, na firme confiança de que Ele não deixará frustradas as nossas expectativas. Paciência é saber suportar os males”, concluiu o Pontífice.

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